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Literatura: Expoente de movimento latino-americano

Mario Vargas Llosa
O ganhador do prêmio Nobel de Literatura deste ano é o peruano Mario Vargas Llosa. A premiação foi considerada tardia por alguns críticos literários; o próprio escritor admite ter sido uma grande surpresa e que acreditava ter sido esquecido pela Academia sueca. Llosa foi um dos maiores expoentes do movimento que revelou a literatura do continente latino-americano para os leitores de todo o planeta, o chamado ‘boom literário da América Latina’.
 
Reconhecido também por sua veia jornalística, Llosa foi o sexto representante da América Latina a ser laureado com o Nobel de Literatura, tendo sido antecedido por Gabriela Mistral, Miguel Ángel Asturias, Pablo Neruda, Gabriel García Márquez e Octavio Paz.
 
Apesar da surpresa pela escolha de um latino – nos últimos anos os ganhadores foram europeus ou de língua inglesa, e de orientação ‘esquerdista’, ao contrário do peruano, assumidamente neoliberal – o fato de o Nobel de Literatura ter sido entregue a um peruano traz novamente à baila assuntos problemáticos da América Latina, sempre retratados pelo autor, como a pobreza, a violência, a desigualdade e injustiças sociais, a corrupção, as ditaduras de direita e de esquerda, e os desmandos das elites militares, religiosas, burocráticas, políticas e intelectuais, que sempre foram o alvo de suas críticas mordazes.

Sua obra sempre foi bem conhecida no Brasil, mas chegou a ficar esgotada por muitos anos por aqui. O país também foi tema para seus ensaios e artigos jornalísticos.
Livro traz em um capítulo visão do autor sobre a política da América Latina
No livro Sabres e utopias, de 2010, o peruano escolhe um capítulo (“O socialismo do século XXI”) para abordar a política brasileira e o governo do presidente Lula - a obra é uma coletânea de resenhas literárias e artigos sobre política, história e direitos humanos. A Guerra de Canudos também ganhou uma visão própria do escritor, em seu livro A guerra do fim do mundo.

Além dos temas sociais, o versátil escritor também já publicou narrativas de tom erótico, amoroso e cômico, como o inusitado Pantaleão e as visitadoras, que narra a saga de um capitão do exército tentando organizar o serviço de prostituição aos soldados em uma vila, romance de forte traço humorístico.

 








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