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  História da Filosofia Grega   
Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

Origem e morte do ser




Como pudemos perceber, Empédocles estabelece um ciclo cujas etapas são dominadas hora pelo amor, que possibilita a origem de todas as coisas, hora pelo ódio, grande responsável pela separação dos elementos e morte dos seres. Mas não pense que nesse processo um é superior ou melhor que outro: ambos são necessários. Segundo o filósofo, amor e ódio são igualmente princípios do cosmos.

Essas duas forças cósmicas antagônicas, escreveu ele, são igualmente originárias e valorosas, mas, com caráter distinto, predominam de maneira alternada no desenrolar do tempo. Esse processo de alternância entre elas é eterno.

Assim como as quatro raízes (água, ar, terra e fogo), amor e ódio são imperecíveis. Das misturas e separações de raízes realizadas por eles surgem os mais variados seres mortais: aves, peixes, animais terrestres, plantas e tudo que há na natureza são, portanto, criaturas passageiras, perecíveis.



Para Empédocles, dos quatro elementos derivaria tudo que há na natureza:

“Árvores, animais e seres humanos, machos e fêmeas todos
Pássaros do ar e peixes gerados pela água brilhante
Os envelhecidos deuses também, de há muito louvados nas alturas
Estes quatro são tudo o que há, cada um se entranhando no outro
E, ao misturar-se, variedade ao mundo dando”



Seu pensamento pluralista fez de Empédocles um filósofo bastante conhecido na Grécia Antiga. Sua ideia dos quatro elementos como princípios da natureza durante muitas décadas influenciou também outras áreas do conhecimento, como a Física e a Química. Com base na sobrevivência dos mais aptos, esse filósofo também elaborou uma inovadora teoria da evolução acerca das espécies vivas, algo que séculos depois será devidamente retomado e explicado pelo princípio da seleção natural de Charles Darwin.


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