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Cadeias e teias alimentares

Exemplo de cadeia alimentar
Os organismos em uma comunidade se relacionam entre si principalmente por meio da alimentação, que faz com que haja um fluxo de energia dentro do ecossistema. As cadeias alimentares são constituídas por uma sequência de organismos que se alimentam uns dos outros. Esta sequência é sempre linear e com transferência de energia apenas para uma direção. Porém, dentro de um ecossistema, vemos que as relações alimentares da comunidade se fundem em um esquema bem mais complicado. Na verdade, estas são teias alimentares, e além de não serem lineares, também transferem a energia para diversas direções.

Exemplo de teia alimentar


Simbioses

Dentro de uma comunidade, os organismos estão constantemente se relacionando. Além das relações estabelecidas pelas cadeias e teias alimentares, existem relações entre indivíduos de espécies iguais ou diferentes e que possuem grande importância, chamadas de simbiose.

Simbiose significa “vidas em conjunto” (do grego syn, juntos, e bios, vida).


As relações entre indivíduos da mesma espécie são chamadas de relações intraespecíficas, observadas em populações. Já as relações entre espécies diferentes são relações interespecíficas, observadas em comunidades. Podemos também classificar as relações em harmônicas, quando não existe prejuízo para nenhuma das partes ou há benefício para uma ou ambas, e desarmônicas, quando existe prejuízo para um ou para ambos os indivíduos. Veja abaixo os tipos de relações interespecíficas.

Relações interespecíficas harmônicas

Protocooperação


Quando a associação de dois indivíduos traz benefícios para ambos. Essa relação não é obrigatória, ou seja, os indivíduos conseguem sobreviver sem essa associação. A ave Anu e o gado são um bom exemplo de protocooperação: a ave se alimenta de carrapatos que parasitam o gado. O gado se beneficia por livrar-se de indesejados parasitas e a ave se beneficia por alimentar-se.

Comensalismo

Quando um indivíduo se beneficia e o outro não, porém não é prejudicado. Essa associação se dá sempre por meio dos alimentos, já que um indivíduo utiliza os restos do alimento de outro. A rêmora é um comensal do tubarão, pois com suas ventosas fixa-se em sua pele, próxima à boca. Quando o tubarão se alimenta, ela aproveita os restos. O tubarão não se beneficia com essa associação, mas também não é prejudicado.


Inquilinismo

No inquilinismo também acontece o benefício de apenas uma espécie, sem prejudicar a outra. No entanto, nesse caso os seres vivos utilizam o outro organismo como moradia. As orquídeas e as árvores são um caso de inquilinismo. As orquídeas ficam fixadas no tronco das árvores para conseguir captar melhor a luz solar, e as árvores não sofrem nenhum prejuízo por essa associação.

Mutualismo

Associação obrigatória em que ambas as espécies se beneficiam; ou seja, a relação é vital para a sobrevivência das duas partes. Os cupins apresentam protozoários em seu sistema digestório que digerem a celulose presente na madeira, alimento do cupim. Sem essa associação com o protozoário, os cupins não conseguiriam digerir seu alimento e o protozoário não conseguiria se alimentar sozinho. Portanto, esse é um caso de mutualismo: uma associação permanente e obrigatória.

Relações interespecíficas desarmônicas

Amensalismo

Relação em que uma espécie interfere no crescimento da outra, geralmente por meio da liberação de substâncias tóxicas. Aqui uma espécie é prejudicada e a outra não é beneficiada em vista disso. É o caso do fungo Penicillium, que ao liberar a penicilina, substância tóxica para várias bactérias, impede o seu crescimento.

Predatismo

Acontece quando uma espécie se alimenta de outra. É uma das relações mais comuns e apresenta diversos exemplos: leões e zebras, cobras e ratos, sapos e insetos etc. Por mais que individualmente seja considerada uma relação desarmônica, já que uma das partes é prejudicada, o predatismo é importante para controlar as populações biológicas.

Herbivorismo

Animais que se alimentam de plantas, ingerindo partes ou indivíduos inteiros. Também é uma relação extremamente comum e existem diversos exemplos: gado e capim, urso panda e bambus, entre outros.

Parasitismo

Quando um organismo sobrevive à custa de outro indivíduo, prejudicando-o. Essa associação é obrigatória para o parasita, porém não para quem é parasitado. Por maior que o prejuízo seja para o ser parasitado, geralmente ele não chega a ser morto, pois isso não seria vantajoso para o parasita, que depende de seu hospedeiro para sobreviver. Existem inúmeros casos de parasitismo, como ácaros que provocam a sarna em cães e tênias (vermes) que parasitam o intestino dos seres humanos.


Competição

Indivíduos que compartilham o mesmo nicho ecológico em uma mesma comunidade tendem a competir por alimento. Um exemplo é quando dois animais de espécies diferentes se alimentam do mesmo tipo de planta.

Nicho ecológico pode ser explicado como o conjunto de características de um indivíduo, tais como a alimentação e a predação. Essas características irão definir um lugar (nicho) para a espécie no ambiente em que ela vive. Simplificando, se duas espécies são herbívoras e são predadas por um determinado consumidor primário, pode-se dizer que elas estão no mesmo nicho ecológico.



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