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  A matriz negra   
Pluralidade Cultural  

Negros da diáspora


Os anos iniciais do comércio escravo no atlântico levavam os africanos principalmente para o México e Peru. Mesmo que a importância relativa dos africanos escravizados tivesse sido reduzida na América espanhola, nos séculos 16 e 17 as migrações africanas para essas regiões foram de grande importância para as localidades.

Hernán Cortez e seus muitos exércitos tinham centenas de escravos no momento da conquista do México no século 16, e quase duas mil pessoas escravizadas faziam parte dos exércitos de Francisco Pizarro  e Almargo -  em sua conquista do Peru na década de 1530 – e nas guerras civis subsequentes.

Os índios dominavam a vida rural em toda a parte; mesmo assim, os espanhóis seguiam cada vez mais à procura de escravos. Embora o Peru fosse inicialmente mais rico, perdeu massivamente as populações costeiras que adoeciam devido às doenças trazidas pelos europeus.

O olhar incessante em busca de escravos dentro do Peru aumentou muito na segunda metade do século 16, isso à medida que a produção de prata de Potosi entrou em operação, levando o país, e principalmente Lima - principal cidade do Peru -, a tornar-se a zona mais rica do Novo Mundo.

A cidade de Lima se desenvolvia e a população escrava crescia cada vez mais. Em 1586 o país apresentava um quadro de 4 mil negros escravizados, o número de africanos e afro-peruanos chegou a 7 mil na década de 1590, 11 mil em 1614, e a quase 20 mil em 1640. O crescimento exposto aconteceu mais rápido que o da população branca e indígena na cidade de Lima, que tinha 50% da população negra na última década do século 16.


Afro-mexicano
A Bolívia, país central da América do Sul, tem uma população estimada de nove milhões de habitantes, 30% de Quéchua, 30% de mestiços (mistura de brancos e nativos), 25% de Aymara, 15% de brancos e 0,5% de negros.
Dona Angélica, uma das moradoras mais antigas de Tocaña, Bolívia


Os afrodescendentes são notórios na Bolívia. Isso acontece devido às suas resistências e também pelo pequeno contingente populacional causado pelo massacre histórico  de exploração pelos espanhóis.

A estratégica técnica europeia de misturar os africanos (etnias) em um mesmo povoado foi utilizada em Tocaña, de modo que as reuniões e revoltas dos escravizados fossem enfraquecidas e evitadas. Mesmo com as muitas diversidades linguísticas, essa comunidade, fixada nas montanhas bolivianas, conseguiu conquistar uma identidade própria.



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