Busca  
  Teorias Sociológicas Clássicas   
Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

Obama: até quando um líder carismático?

A presidenta Dilma Rousseff recebe Barack
Obama em sua primeira visita ao Brasil


Obama mobilizou não só o apoio político e a simpatia dos norte-americanos, mas também de parcelas do mundo ocidental e oriental. Se levarmos em conta as proposições de Weber acerca da dominação carismática, podemos concluir que, ao menos por enquanto, Obama é considerado um dos grandes líderes carismáticos da história. Mas por que por enquanto?

Em sua obra Os três tipos puros de dominação legítima, Weber concebe que na dominação carismática, “obedece-se exclusivamente à pessoa do líder por suas qualidades excepcionais e não em virtude de sua posição estatuída ou de sua dignidade tradicional; e, portanto, também somente enquanto essas qualidades lhes são atribuídas, ou seja, enquanto seu carisma subsiste”.

Nessa passagem da obra de Weber fica claro que, para ele, o carisma não é algo necessariamente permanente. Dentre os três tipos de dominação, a carismática é a mais instável, pois depende da devoção afetiva dos liderados.

Como o líder carismático carrega de maneira mais efetiva uma série de anseios e missões a serem cumpridos, sendo posto por seus “súditos” como o único capaz de realizá-los, falhar resulta numa perde de excepcionalidade e, portanto, de carisma.

A eleição de Obama esteve repleta dessas missões. O presidente prometeu resolver a crise econômica, acabar com as guerras impetradas por Bush, rever a política nacional de imigração e fechar a prisão de Guantánamo.

Além disso, segundo Weber o carismático é “vítima” de testes e observações por parte dos seus liderados. Assim, o não cumprimento dos projetos prometidos é logo detectado, seu carisma pode ser reavaliado e a interpretação de sua excepcionalidade, revista.



Anterior Início