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  História da Filosofia Grega   
Ciências Humanas e suas Tecnologias.  

O segundo período da Filosofia Grega

“Sócrates salvando Alcibíades das tentações da volúpia”, quadro do pintor francês Jean-Baptiste Regnault (1754-1829)
Indo do século V ao século IV a. C., o período socrático ou antropológico apresenta duas mudanças que marcaram significativamente toda a história da Filosofia: primeiro, as colônias gregas da Ásia Menor e da Magna Grécia deixam de ser o palco principal do pensamento filosófico, palco este que passa a ser a cidade-estado de Atenas; segundo, e principalmente por causa do pensamento de Sócrates, a natureza deixa de ser a principal fonte de reflexão, abrindo espaço para as discussões acerca da pólis e do homem enquanto cidadão.

Deriva dessa segunda mudança a própria designação desse período: socrático, porque é amplamente marcado pelo pensamento de Sócrates, um dos filósofos mais respeitados de toda a história, e antropológico, por colocar o homem como o centro das discussões e do pensamento filosófico.

Saiba mais:
A palavra antropologia é de origem grega e deriva de dois vocábulos distintos: “antropo”, que significa homem, e “logia”, que significa estudo. Assim, antropologia refere-se ao estudo do homem.

Nesse período, a cidade de Atenas conhece um significativo desenvolvimento econômico e militar e trabalha para consolidar suas instituições democráticas, as quais vão servir de exemplo inclusive para a formação das democracias modernas. Portanto, nada mais natural que a Filosofia buscasse questionar e discutir a formação do cidadão e o seu papel na sociedade. Neste sentido, enquanto os sofistas, os primeiros filósofos desse período, trabalhavam para ensinar a arte de ser cidadão, Sócrates lembrava a importância de se formar um “bom cidadão”.



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