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Antigo Império

A escultura de um escriba representa o portador de saberes

A arte produzida no Antigo Império (cerca de 2649 a.C. a 2134 a.C.) serviu de precedente para os reinos seguintes. Durante o reinado do rei Djoser (de aproximadamente de 2630 a.C. a 2611 a.C.), primeiro grande rei da dinastia Imhotep, foram projetadas as primeiras pirâmides com degraus, em Saqqara. Nesse mesmo local, foi encontrada, no ano de 1924, o que supostamente é vista como a primeira estátua em tamanho natural do mundo.

Anos depois foram encontradas pirâmides particulares e mastabas construídas durante a quarta dinastia, de Sneferu, demonstrando um avanço na forma de construção das pirâmides, agora sem degraus com suas paredes planas, feitas em pedra. Foi durante a quarta e a quinta dinastias que o Livro dos Mortos foi usado como guia espiritual.

Estátua de Setka como escriba


A escultura Setka como escriba, feita em pedra calcária avermelhada, é uma versão do príncipe Setka (reinou de 2581 a.C. a 2572 a.C.), representando toda sua sabedoria e educação, dispostas em uma postura elevada e suprema. Essa estátua concebe toda realidade expressiva e corporal em que o artista se reteve. Para os antigos egípcios, quanto mais próximo da realidade, mais fácil seria o encontro da alma com seu corpo.

Outro representante do apogeu alcançado no final do Antigo Império é o túmulo de Ti. Descoberto em 1865 pelo arqueólogo Auguste Mariette (1821 – 1881), possuía relevos e pinturas (afrescos) altamente detalhados, permitindo uma ampla visão da vida cotidiana da época.

A princípio, as mastabas (túmulos) eram construções externas e retangulares, erguidas seguindo as orientações dos quatro pontos cardeais. Posteriormente foram evoluídas a estruturas piramidais.

Você sabia?
Para os egípcios, o artista ou escultor era considerado “aquele que mantém vivo”.




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