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Médio Império

O Médio Império foi marcado como um período de transições. Após ter passado por uma crise de autoridade com a ascensão dos monarcas que foram apoiados pela nobreza, o Faraó reconquistou o seu poder supremo sobre todas as demais classes.

Nas artes, o Médio Império ficou marcado por um grande processo de sensibilização dos moldes clássicos, com aplicações cada vez mais sistemáticas das medidas, principalmente para descrever o corpo humano.

A estátua da Senhora Sennuwy

Senhora Sennuwy de Asyut (século XX a.C). Museu de Belas-Artes de Boston, EUA

Essa é uma obra clássica do Médio Império. Observe que a Senhora Sennuwy está sentada com as mãos no colo e segurando uma flor de lótus, simbolizando o renascimento e a renovação. Também foram gravados hieróglifos na cadeira onde está sentada, descrevendo que ela é venerada como Osiris, deus da vegetação e da vida além da morte, e como outros deuses, assim como o faraó, guardião do Ka (força vital). Nela, é possível analisar características presentes na maioria das composições egípcias: era costume representar a mulher com as pernas unidas e, nas pinturas, elas apareciam lateralmente.

Já nas representações masculinas era costume as pernas estarem levemente separadas. Não que isso tenha sido feito de forma errônia, é que acreditavam que a figura tinha que ser representada com suas referências corporais mais importantes bem expostas, e as pernas simbolizam nossa sustentação.

Características da representação humana

Representações de diferentes faraós


A frontalidade:
Visão da figura vista de frente com uma percepção ampla do corpo contrastando com o fundo vertical (hieróglifos).

Simetria dos corpos: Sempre respeitavam o eixo central do corpo ou do suporte. O corpo deveria ser representado conforme o mapeamento (posição dos membros) da época.

Rosto: Eram inexpressivos, sem muitos detalhes, e de expressão fácial rigorosa e imponente.

Olhos: Eram representados, na grande maioria, na parte da frente do corpo, mesmo que a face se apresentasse de perfil. Isso porque acreditavam que os olhos eram a porta da alma, facilitando o acesso do Ka.

Corpo: Os braços eram geralmente colados ao corpo, com ênfase nas mãos. Para os homens, os pés, como já foi dito, eram separados, com o pé esquerdo levemente à frente do direito e, para as mulheres, unidos e sempre de forma que os dois dedões aparecessem para manter visíveis todos os membros. O corpo era representado de forma estática, relacionando a ideia de espera pela alma eterna. Uma peculiaridade nas esculturas femininas eram as curvas corporais bem salientes.

Pele: Para os homens, usavam uma coloração mais escura e acentuada. Já nas mulheres, era mais clara.

Curiosidade
No final do Médio Império foi fundada uma nova capital, Tebas. E teve início o culto monoteísta ao deus solar, Aton. A prática foi abolida no auge do Novo Império sobre ordem do faraó regente, Tutancámon.



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