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Os maias

A civilização Maia desenvolveu-se por volta do ano 2000 a.C., ocupando o vasto território da Península de Iucatã. Hoje essa área equivale ao Sudeste do México, Guatemala, Belize, Oeste de Honduras e El Salvador. Eram povos extremamente teocráticos e os deuses eram a maior a autoridade.

As cidades maias seguiam um desenho topográfico, usando a geografia do terreno a favor da melhor adaptação das grandes praças. Assim, numerosas plataformas formavam a base das edificações. Essas praças eram rodeadas por palácios, pirâmides escalonadas de diferentes formas e numerosas salas internas, ornamentadas por esculturas e pinturas.

A escultura era usada como elemento decorativo, muitas vezes instalada nos monumentos. Um exemplo notável são as peças encontradas nas cidades de Copán (Honduras) e Uaxactún (Guatemala). As cerâmicas produzidas eram muito sofisticadas, decoradas com penas, ouro e mosaicos feitos de pedras preciosas.

Na pintura, os murais e afrescos são considerados os exemplos mais importantes, com temas históricos ou religiosos empregados para decorar cerâmicas e ilustrar os códices (manuscritos ou livros, geralmente talhados na madeira). Nos dois casos, os maias faziam uso de diversas cores.

Pirâmide maia nas ruínas de Chichén Itzá


Um dos mais representativos monumentos projetados pelos maias é a Pirâmide de Chichén Itzá. Com escadarias que levavam o sacerdote ao interior do santuário, erguido em um monólito (montanha), era rodeado por motivos hieroglíficos e simbólicos. Outro exemplo majestoso de pirâmide é a de Uxmal, também localizada nas ruínas de Chichén Itzá, antiga cidade de Tulum. Os costumes e estudos dos maias foram 'herdados' pelos astecas.


Você sabia?

Foram os maias que inventaram o numero zero, permitindo assim que fosse possível fazer cálculos complexos e, consequentemente, projetos precisos de construções e cidadelas.

Ao contrário do que muitos pensam, a decadência dessa civilização ocorreu aproximadamente no século 13, bem antes da chegada dos espanhóis, no século XV. No entanto, não se sabe ao certo quais motivos levaram essa grandiosa potência à decadência. Acredita-se que deva-se à má distribuição das riquezas e à falta de alimento para a população, que, em seu apogeu, atingiu cerca de 100 mil habitantes.




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