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EUA e Taliban: desdobramento histórico


A compreensão da atual conjuntura histórica entre a potência norte-americana e seus arquirrivais, representados pelo regime do Taliban, está ligada à Guerra Fria (1945-1989). Durante esse período, o mundo foi dividido a partir dos ideais das duas superpotências da época – o capitalismo dos EUA e o socialismo da União Soviética (URSS).

O Afeganistão entra no contexto da Guerra Fria como uma área de interesse, já que, contra a ação imperialista inglesa, desde meados de 1920 o país era ocupado pelas forças soviéticas. Durante a presença da URSS no Afeganistão, o país foi armado e recebeu a influência das ideias socialistas, representando assim uma ameaça aos EUA. Por isso, o governo norte-americano passou a intervir no país treinando, armando e enviando mísseis para grupos guerrilheiros como o de Osama Bin Laden. Esse processo culminou na retirada da URSS do Afeganistão no final da década de 1980.

A partir de então, o país mergulhou em uma sangrenta guerra civil entre diversas facções comandadas por líderes regionais. Uma delas, o Taliban, recebeu ajuda financeira dos EUA e também contou com o apoio da população, cansada de décadas de guerra. O Taliban assumiu o poder, mas suas radicais posições políticas e religiosas levaram-no ao isolamento internacional e a sanções das Nações Unidas. O novo regime passou a ser retaliado pelo governo dos EUA, os dois países romperam relações e configurou-se aí a rivalidade que resultou em uma grande tragédia, desencadeando guerras e conflitos que até hoje perduram entre ambos.


O dia do ataque

Em 11 de setembro de 2001 o mundo parou para ver o ataque terrorista da Al-Qaeda, quando quatro aviões comerciais foram sequestrados com o intuito de atingir três grandes símbolos do regime norte-americano. Dois deles colidiram com as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Manhattan (NY); um com o Pentágono, na Virgínia; e o último, que previa atingir a Casa Branca, acabou caindo em um campo na Pensilvânia. Estima-se que tenham morrido cerca de três mil pessoas no atentado, cuja autoria foi posteriormente confirmada pelo líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden.

“Nós decidimos destruir as torres na América… Deus sabe que não nos ocorreu originalmente essa ideia, mas nossa paciência se esgotou diante da injustiça e inflexibilidade da aliança entre americanos e israelitas contra o nosso povo na Palestina e no Líbano, e então a ideia surgiu na minha mente”
(Osama Bin Laden)


A ação foi resultado de uma antiga "guerra" travada pelo grupo terrorista contra os EUA. Desde 1998, após ataque da Al-Qaeda a duas embaixadas americanas na África Oriental, os EUA passaram a pressionar o Taliban, grupo também extremista que abrigava Bin Laden em território afegão, a entregá-lo. Após o 11 de setembro, a Casa Branca iniciou sua caçada ao inimigo número um do país: ocupou o Afeganistão e deu início ao que ficou conhecido como "guerra ao terror", que se estendeu a outros países, como o Iraque, em 2003.

A guerra desencadeada após o 11 de setembro remodelou o século XXI e, para muitos, mesmo com a morte de Osama bin Laden, está longe de acabar. 

Em vídeo-aula o professor de Relações Internacionais (PUC-SP), Reginaldo Nasser, explica o que é terrorismo. Veja aqui



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