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A construção do "B" dos BRICS

Hemera/Thinkstock


Para analisarmos o crescimento econômico brasileiro, temos de regredir no tempo até os governos de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, quando o Brasil passou pela reformulação econômica que inseriu o país no capitalismo financeiro. Nesse recorte temporal ocorreram as seguintes mudanças: abertura da economia – liberalizando o fluxo internacional de capitais – e estabilização monetária, conseguida por meio da adoção do câmbio flutuante.

Com essas alterações o Brasil conseguiu armazenar reservas externas de capital. Além disso, outro fator que contribuiu para a aceleração dessa acumulação foi a explosão das commodities. Isso colocou o Brasil em papel de destaque novamente, pois logo o país se tornou um dos principais exportadores do gênero no mundo. Além disso, podemos destacar a inclusão de novos segmentos sociais no mercado de consumo, em especial o surgimento das “novas classes médias”.

Vale mencionar que, dentre os BRICS, o Brasil possui as instituições mais maduras, pois passou pela reforma tributária ainda na década de 1990, assim como a abertura econômica e a estabilização da moeda.

Em suma, por esses motivos é que o Brasil acaba sendo um ótimo mercado de investimentos, pois apresenta um crescimento consistente e planejado. Mesmo os mais pessimistas percebem que o Brasil está preparado para manter seu crescimento, diferentemente dos demais membros do BRICS, que têm a manutenção de seu crescimento dependente das reformas a serem efetuadas no futuro.

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