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A reprodução assistida

Os casais inférteis podem optar por adotar uma criança, no entanto, a maioria tenta as chamadas Tecnologias de Reprodução Assistidas (TRA). São métodos diferentes para que seja possível que esse casal tenha um filho legítimo, gerado com seus próprios genes, ou que a mulher consiga gerar o bebê em seu próprio corpo, mesmo não compartilhando o mesmo DNA. A inseminação artificial e a fertilização in vitro são técnicas diferentes de reprodução assistida.


Inseminação artificial

A inseminação artificial é outra maneira de reprodução assistida, na qual o sêmen é colocado no útero da mulher de maneira artificial, mas a fecundação ocorre naturalmente, dentro do útero. Como na fertilização in vitro, a mulher toma medicamentos hormonais para induzir a produção dos óvulos. O homem tem seu esperma coletado e melhorado, pela seleção dos espermatozoides mais viáveis e por aumentar a concentração de espermatozoides do sêmen. Feito isso, o esperma é injetado diretamente no colo ou no útero da mulher no período de sua ovulação. Esse processo é feito quando o útero da mulher não permite a passagem dos espermatozoides, seja por falta de muco, seja pela presença de anticorpos ou também quando o homem produz poucos espermatozoides. As chances de sucesso da inseminação artificial chegam a até 15%.


Fertilização in vitro

Monkey Business Images/Shutterstock
Na fertilização in vitro, a fecundação acontece fora do corpo da mulher

A fertilização in vitro ficou famosa com a expressão ‘bebê de proveta’. Em 1978, nasce o primeiro bebê por meio dessa técnica, na Grã-Bretanha. A partir daí, estima-se que 4 milhões de bebês nasceram por meio da fertilização in vitro. Tudo isso se deve ao fisiologista Robert G. Edwards, que ganhou um prêmio Nobel por esse feito no ano de 2010. Nessa técnica de reprodução, a vida tem início fora do corpo da mãe e ela acontece resumidamente em cinco passos.

No primeiro passo, hormônios são injetados na mulher para que a produção de óvulos seja estimulada. Depois da ovulação, a mulher é submetida a um processo para a retirada desses óvulos, que geralmente é feita pela aspiração por uma agulha, guiada pelo ultrassom, ou por uma microcirurgia, em que são feitos pequenos cortes no abdômen da mulher para a retirada dos óvulos (laparoscopia).

O espermatozoide do homem também é coletado e os dois, óvulos e espermatozoides, são colocados no mesmo recipiente, com substâncias ricas em nutrientes, para que aconteça a fecundação. Quando esse processo acontece, o óvulo vai para uma estufa, onde irá dividir-se, tornando-se um embrião. Quando esse embrião tem mais de 8 células, ele é colocado no útero da mulher com a ajuda de um cateter. Quando o embrião consegue implantar-se na parede do útero, a gestação acontece.

Injeção intracitoplasmática

A fertilização in vitro também pode ser feita pela injeção intracitoplasmática do espermatozoide, na qual o espermatozoide é injetado em cada óvulo por meio de uma agulha microscópica. Esse processo é usado principalmente quando a causa de infertilidade do casal se dá por causa do homem – seus espermatozoides são poucos ou não conseguem chegar nem penetrar no óvulo.

Kiyoshi Takahase Segundo/iStockphoto/Thinkstock/Getty Images
Injeção intracitoplasmática de espermatozoide


Tanto a inseminação artificial quanto a fertilização in vitro podem causar a gravidez múltipla, ou seja, gravidez de mais de um bebê ao mesmo tempo (gêmeos, trigêmeos etc.). A inseminação artificial viabiliza muitos óvulos e espermatozoides, aumentando as chances de mais de um óvulo ser fecundado (gêmeos bivitelínicos, não idênticos) ou mais de um espermatozoide fecundar o mesmo óvulo (gêmeos univitelínicos, idênticos). Já na fertilização in vitro, são colocados mais de um embrião no útero da mulher, para aumentar as chances de gravidez. Se mais de um embrião consegue implantar no útero com sucesso, a mulher terá uma gravidez de gêmeos bivitelínicos.


Na fertilização in vitro são produzidos vários embriões para que aumente as chances de um deles ter sucesso. Quando o casal que procurou a fertilização in vitro consegue engravidar, em muitos casos sobram embriões nas clínicas. O casal pode optar por congelar esses embriões, se quiserem engravidar novamente depois de um tempo, doar os embriões a outros casais inférteis, descartá-los ou até doá-los para pesquisas com células tronco. No entanto, devido à Lei de Biossegurança, para a doação os embriões têm que ser comprovadamente inviáveis, ou seja, não iriam se desenvolver até o estágio de feto, ou estarem congelados há mais de 3 anos, e em ambos os casos o casal deve autorizar esse uso.





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