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A África e o Islã

Darrin Henry/Shutterstock
Africana muçulmana
Árabes e africanos se relacionam há séculos, mas foi com a expansão da religião islâmica que se estabeleceu a influência árabe no continente. Esse processo inicia-se a partir de 639 DEC com a chegada dos árabes no Egito.

No início do século VII, os persas ocuparam a região, que logo na sequência foi retomada pelos árabes-muçulmanos-sunitas. Albert Hourani ilustra bem essa passagem no livro Uma História dos Povos Árabes:
 
"No início do século VII, surgiu às margens dos grandes impérios, Bizantino e do Sassânida, um movimento religioso que dominou a metade ocidental do mundo. Em Meca, cidade da Arábia Ocidental, Maomé começou a convocar homens e mulheres à reforma e à submissão à vontade de Deus, expressas no que ele e seus seguidores aceitavam como mensagens divinas a ele reveladas e mais tarde incorporadas em um livro, o Corão. Em nome da nova religião – o Islã –, exércitos recrutados entre os habitantes das Arábias conquistaram os países vizinhos e fundaram um novo império, o Califado, que incluiu grande parte do território do império Bizantino e todo o Sassânida, e estendeu-se da Ásia Central até a Espanha. O centro de poder passou da Arábia para Damasco, na Síria, sob os califas omíadas, e depois para Bagdá, no Iraque, sob os abácidas.

No século X, o califado desmoronou, e surgiram califados rivais no Egito e na Espanha, mas a unidade social e cultural que se desenvolvera em seu interior continuou. Grande parte da população torna-se muçulmana (ou seja, seguidores da religião do Islã), embora continuasse havendo comunidades judaicas e cristãs; a língua árabe difunde-se e torna-se o veículo de uma cultura que incorporava elementos das tradições dos povos absorvidos no mundo muçulmano, e manifestava na literatura e em sistemas de lei, teologia e espiritualidade.
"

A partir daí, o Islã sofrerá ainda mais modificações e formas de interpretação.





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