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Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias.  

A Primeira Lei de Mendel ou Lei da Segregação dos Fatores

Mendel criou a teoria de que toda característica dos seres vivos, como a cor da ervilha, é determinada por pares de fatores hereditários, um vindo do pai e outro da mãe. Esses fatores são separados na hora da reprodução, o que caracteriza a segregação. No caso de indivíduos puros, os fatores hereditários são idênticos; já no caso dos híbridos, são produzidos gametas com dois tipos de gametas em proporções iguais.

Para exemplificar, o alelo V irá determinar a cor amarela e o v, a cor verde. Como o amarelo é dominante, a ervilha apenas nascerá verde se for vv.

Veja as tabelas abaixo mostrando os cruzamentos que Mendel realizou entre as ervilhas.

Amarela (VV) x verde (vv)


V
V
v
Vv
Vv
v
Vv
Vv
Geração F1


Amarela (Vv) x Amarela (Vv)


V
v
V
VV
Vv
v
Vv
vv
Geração F2

Mendel fez essas observações em meados de 1865 e não teve o merecido reconhecimento pela comunidade científica da época. Mais tarde, em 1900, seus experimentos foram redescobertos e foram utilizados para a criação da base do que chamamos hoje de genética.

No início do século XX, cientistas inferiram que os fatores hereditários que Mendel falava estavam situados no núcleo das células e chamavam-se genes. A explicação para como acontece a segregação desses genes na hora da reprodução veio também após 1900, com estudos sobre a meiose.


Monoibridismo

Antonio Nunes/Hemera/Thinkstock/Getty Images
Orelha com lobo aderido é uma característica recessiva
A ervilha tem sua cor determinada por um único gene que possui dois alelos (V e v). Quando estudamos apenas uma característica sua condicionada por um único gene que pode ter dois ou até mais alelos, é um caso de monoibridismo. É possível analisar o monoibridismo em diversos seres vivos, não só em plantas.

Existem inclusive exemplos de monoibridismo nos humanos. Características como o formato do lobo da orelha ou do queixo são casos de monoibridismo. O lobo da orelha livre é uma característica dominante (A), ao passo que o lobo aderente é recessivo (a). Já no caso do formato do queixo, o ‘furinho’ encontrado no queixo de algumas pessoas é uma característica recessiva (a) em relação ao queixo ‘normal’ (A).

Para os seres que possuem alelos idênticos (AA ou aa), o nome homozigoto foi empregado, substituindo o termo ‘puro’. Já os que têm alelos diferentes entre si (Aa) são chamados hoje de heterozigotos em vez de ‘híbridos’.



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