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  A matriz negra   
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Liberdade?

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"Por causa da  falta de preocupação e assistência do Estado, quase meio século depois os afro-brasileiros encontravam-se em um estado mais que crítico", conforme aponta Marcio Barbosa em seu livro Frente Negra Brasileira - Depoimentos.

"Na época de sua fundação, em 1931 – Frente Negra Brasileira – (Grifo nosso), a maioria da população afro-brasileira vivia na zona rural. Pode-se estimar, a partir de dados do Anuário Estatístico do Brasil, que a população negra no município de São Paulo, nessa época, fosse em torno de cem mil pessoas em uma população total de 922.017 pessoas, ou seja, negros representavam cerca de 11% do total. As condições de vida eram precárias. A maioria era analfabeta, morava em cortiços e trabalhava em subempregos. Não houve políticas públicas no país que visassem proporcionar aos descendentes de africanos chances de conseguir uma boa qualidade de vida, ao contrário do que aconteceu com os imigrantes. No aspecto saúde, a situação era tão grave que previa-se o desaparecimento da população negra e uma das causas seria a tuberculose."

A afirmação da perspectiva de desaparecimento da população negra descrita por Barbosa foi extraída da obra de Alfredo Ellis Jr., Populações Paulistas.

Nesse contexto degradante e de revolta dos afros quanto ao abandono e pouco caso das autoridades surge a Frente Negra Brasileira.



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