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Movimento Negro Unificado (MNU)

senk /Shutterstock
Na busca pela igualdade, Lei Caó (1989) caracteriza como crime a discriminação racial


O Movimento Negro Unificado Contra a Discriminação Racial (MNU) surgiu em 1978, quando foi realizado um ato público contra a discriminação sofrida por quatro jovens negros, impedidos de  acessar o Clube de Regatas Tietê, em São Paulo.

A constituição do MNU e seus acolorados debates mobilizaram o Estado. Em 1984, o governador Franco Montoro cria o Conselho de Participação de Desenvolvimento da Comunidade Negra, o primeiro órgão público voltado para o apoio dos afro-brasileiros e seus movimentos reivindicatórios.

O mesmo Franco Montoro indicou um representante dos afro-brasileiros para a Comissão Arinos, que caracterizou como crime a discriminação racial na Constituição de 1988, e que foi estabelecida pela Lei Caó (de autoria do Deputado Carlos Alberto Caó Oliveira dos Santos), promulgada em 1989.

Com o seu Teatro Profissional do Negro (T.E.P.R.O.N), no Rio de Janeiro, o ator Ubirajara Fidalgo militava com uma série de montagens e espetáculos teatrais com a temática racial e afro-brasileira.

Pela primeira vez no país era promovido o debate direto com o público sobre as questões raciais brasileiras. Os anos 1980 se encerravam completando um século de abolição e poucos avanços  para os afro-brasileiros. No entanto, um novo cenário se desenhava no horizonte, com sinais de dias melhores.


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