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O negro na sociedade

iStockphoto/Thinkstock
Condição de vida dos afro-brasileiros ainda é um indício do pouco que se faz para mudar a relação da desigualdade social no país
A sociedade brasileira largou o negro ao seu próprio destino, deitando sobre seus ombros a responsabilidade de reeducar-se e de transformar-se para corresponder aos novos padrões e ideais de homem, criado pelo advento do trabalho livre, do regime republicano e do capitalismo.”  (Florestan Fernandes)

No trecho acima, o sociólogo Florestan Fernandes sintetiza a situação na qual os afro-brasileiros foram submetidos após a abolição. A pesquisa que o Instituto Ethos desenvolve desde o início do ano 2000 demonstra em números o quadro desenhado por Florestan. O “Perfil social, racial e de gênero das 500 maiores empresas do Brasil” – título da pesquisa publicada em 2010 – apontava que entre os cargos executivos, apenas 5,3% eram negros (5,1% pardos e 0,2% pretos) contra 93,3% de brancos.

A disparidade não ficava somente nos cargos executivos. Entre os cargos de gerência, 13,2% eram negros (11,6 pardos e 1,6 negros) e 84,7% eram brancos. Inclusive entre os quadros funcionais – os mais baixos escalões – a participação dos afros não correspondia à sua representação populacional (50,3% da população brasileira). Nesse recorte, a participação dos negros chegou a 31,1% contra 67,3% dos brancos.

As políticas e ações afirmativas criadas pelas empresas para resolver ou minimizar os problemas apresentados nos gráficos continuaram preocupantes: em 72% das empresas com baixa representatividade de negros em cargos executivos não há nenhuma medida de incentivo para uma melhor participação dos afro-brasileiros.

Para visualizar a pesquisa na íntegra, acesse aqui .



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