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A fotografia como arte

Pictorialismo
 
A fotografia como forma registro nunca deixou de existir. As imagens tinham uma preocupação estética e não artística. Com o intuito de dar à fotografia o status de obra de arte, surgiu o movimento Pictorialista. Com alguns recursos de manipulação nos negativos e no momento da revelação, eles deixavam as imagens mais granuladas, com manchas que lembravam pinceladas e alteravam os tons da foto. Isso tudo era feito para que a fotografia adquirisse as características da pintura, como as marcas dos pincéis e as texturas das tintas. Esse movimento teve início em 1890 e terminou por volta de 1920.

 
Fotografia moderna

Surgiu no início do século XX, juntando-se aos movimentos modernos da arte e indo contra a ideia do Pictorialismo. A intenção de explorar e experimentar o que a câmera fotográfica poderia oferecer era criar imagens que fossem consideradas obras de arte, mas com as características da fotografia, sem tentar fazer com que ela se parecesse com outra linguagem da arte, no caso, a pintura.

Na Europa, um dos grandes nomes da fotografia moderna foi o russo Aleksandr Ródtchenko, que defendia a ideia da experimentação. Ródtchenko criou colagens com fotografia para cartazes de filmes e explorou as possibilidades de ângulos diferentes para as fotos. Essa mudança de posição na hora de fotografar criava profundidade e perspectiva, dando um movimento para as imagens e fugindo das características das fotos estáticas. Além dele, outros artistas europeus também fizeram experiências com fotografia, como Man Ray, Kasimir Malevich, René Magritte .

No Brasil, a fotografia começou a ter uma estética moderna na década de 1940, quando fotógrafos do Foto Cine Clube Bandeirantes – que eram pessoas com um bom nível social e tinham a fotografia como hobby – também resolveram romper com o pictorialismo e passaram a pesquisar novos ângulos, formas, geometrização e a relação de luz e sombra. Um dos artistas de maior peso da fotografia moderna no Brasil é Thomaz Farkas. Húngaro que veio para o Brasil ainda pequeno, ganhou sua primeira máquina fotográfica aos 8 anos de idade e com 18 ingressou no Bandeirantes. Farkas nunca trabalhou sob encomenda; também tinha a fotografia como um hobby e por isso se intitulava um fotógrafo marginal – por estar à margem e não ligado a nenhum jornal. Farkas, que foi considerado um dos pioneiros da fotografia moderna no Brasil, criava uma geometria a partir das formas da arquitetura, das sombras e dos ângulos inusitados em que suas fotos eram tiradas.

Outros fotógrafos que fizeram parte do Bandeirantes e tiveram uma grande importância para a fotografia moderna brasileira são:

- José Yalenti
- Geraldo de Barros
- German Lorca


O Foto Cine Clube Bandeirantes e outros clubes de fotografia no Brasil começaram a perder prestígio na década de 1960, quando o fotojornalismo e a fotografia de publicidade ganharam espaço. Dentro dessas vertentes da fotografia o experimentalismo não tinha mais tanto valor. Além disso, a profissão de fotógrafo foi regularizada, existiam cursos de profissionalização e isso começou a ser cobrado pelo mercado e pela sociedade.


Dica de livro:
Costa, Helouise; Silva, Renato Rodrigues. A fotografia moderna no Brasil. São Paulo: Cosac Naif, 2004.



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