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Pintura

Sem ter a razão como verdade absoluta, os artistas voltam com o conceito de inspiração. As pinturas do Romantismo apresentam fatos históricos e religiosos a partir de uma leitura da realidade. Eles não copiam essa realidade, a interpretam para suas criações.

Um exemplo disso é a pintura A liberdade guia o povo, de Eugène Delacroix. Esse artista francês retrata nessa pintura a liberdade, caracterizada como uma mulher com a bandeira da França em uma mão e uma arma na outra, guiando os revolucionários. Essa obra foi inspirada na Revolução de 1830. Essa mulher que toma a forma da liberdade no quadro de Delacroix é o ponto principal da obra pois está num lugar de destaque, com uma luz que favorece sua figura.

Oleg Golovnev/Shutterstock
A liberdade guia o povo, pintura romântica do artista francês Delacroix
As formas precisas, na pintura Romântica, dão lugar à valorização das cores. As formas não são definidas e separadas por contornos, mas sim pelo uso das cores. Delacroix é considerado um dos principais nomes do Romantismo. Além dele, outros artistas tiveram uma importância significativa nesse movimento, como Jean-August-Dominique Ingres, Théodore Géricault, Gustave Courbet.

Courbet dá início a um tipo de pintura chamada Realista. Esse termo se referia não à cópia exata do real, mas sim à relação que o artista criava com a realidade. Ela passava a ser uma matéria-prima para a produção das obras. Essa abordagem direta com a realidade dispensou as técnicas e padrões do clássico e do romântico, criando uma autonomia para os artistas, permitindo que eles pintassem coisas banais, como o cotidiano simples, pessoas do campo, trabalhadores, temas fora do contexto imposto pelo Romantismo.

O realismo de Courbert deu início a um movimento chamado Impressionismo.


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