Busca  
  Arte   
Linguagens, Códigos e suas Tecnologias.  

Brasil abstrato

No Brasil, a arte abstrata tomou corpo no início da década de 1950, quando houve a primeira Bienal de Arte de São Paulo, em 1951. No evento, trabalhos figurativos dividiam espaço com obras abstratas, fazendo com que o povo aceitasse essa nova vertente da pintura.

Nessa época, o figurativo ainda era muito trabalhado e artistas como Portinari, Lasar Segall e outros modernistas não aceitavam a abstração. Em 1952, foi inaugurada no Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo a exposição "Ruptura", que definiu o início oficial da arte concreta no Brasil. Além do artista Waldemar Cordeiro, o cabeça do grupo, Lothar Charoux, Anatol Wladyslaw, Geraldo de Barros e Luiz Sacilotto participaram da exposição e do grupo Ruptura.

Esses artistas eram adeptos à arte abstrata e mantinham os mesmo princípios dos outros movimentos que surgiram na Europa: ir contra o Naturalismo. Porém, no caso deles, iam contra também à abstração informal. Esse grupo influenciou o Grupo Frente, do Rio de Janeiro, que foi responsável por fundar o movimento Neoconcreto. Nele, as várias formas de abstração eram aceitas.

Artistas como Lygia Clark, Lygia Pape, Abraham Palatnik e Hélio Oiticia faziam parte do grupo.

Sem pertencer a nenhum desses grupos, outros artistas brasileiros se dedicaram à pintura abstrata. Tomie Ohtake e Manabu Mabe sofreram forte influencia do Tachismo. Os dois artistas nasceram no Japão, mas vieram pro Brasil e foram naturalizados brasileiros.

Tomie Ohtake começou sua carreira artística com 50 anos. Hoje, com 99, a artista continua com sua produção. Além disso, possui um espaço cultural com seu nome, o Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. Assista AQUI ao vídeo de comemoração dos 99 anos de Tomie, no seu Instituto.

 




Anterior Início