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Linguagens, Códigos e suas Tecnologias.  

Intervenção urbana

A intervenção urbana está presente nas ruas em forma de graffiti, lambe-lambe, sticker, ações artísticas e poéticas, entre outros.

Algumas preenchem os espaços da cidade apenas com imagens, como o graffiti, o lambe-lambe e os stickers. Podemos chamar essas linguagens artísticas de intervenção porque, de alguma maneira, modificam o espaço urbano.

Graffitis colorem nosso percurso e, seja pelas cores, seja pela figura desenhada, chamam nossa atenção. Essa linguagem transforma a cidade numa galeria a céu aberto e está em todos os cantos. Há pinturas nos muros do centro da cidade, de bairros nobres e nas periferias. O graffiti já faz parte da cultura de rua.

Alguns graffitis além de colorir dialogam com elementos da cidade. A dupla 6emeia cria intervenções em bueiros, bocas de lobo, postes e em outros elementos pertencentes ao cenário urbano. Rage Art é outro artista que utiliza alguns elementos da cidade em suas obras. As caixas de remédio criadas por ele abordam algumas “doenças” da população e sugerem uma autorreflexão.

Rage Art
Desapego, remédio de Rage Art na Zona Sul de São Paulo


 
Eduardo Srur cria intervenções na cidade que chamam atenção para questões ambientais e políticas. Os rios Tietê e Pinheiros, ambos em São Paulo, já foram usados em suas obras diversas vezes.

Veja o vídeo em que os artistas Rage Art e Eduardo Srur falam de seu trabalho e do processo criativo de suas obras.

Além de imagens, ultimamente é possível observar a presença de textos e frases poéticas nas ruas. Mensagens como “love”, “sonhar é grátis”, “mais amor por favor” estão dividindo espaço com os graffitis. A artista Laura Guimarães cria e cola microrroteiros nas ruas. Seus textos que, a princípio, foram criados para serem publicados no Twitter, ganharam espaço nos pontos de ônibus e viadutos de São Paulo. A partir do que vê e ouve, Laura cria com poucas palavras o que acontece nos cantos da cidade.

Fotos Daniel Bernardinelli


Com a ajuda das redes sociais, algumas ações poéticas que acontecem em determinada cidade estão sendo realizadas em outras cidades e até países diferentes. “Aqui bate um coração” foi uma ação em que um grupo de pessoas colocou corações vermelhos de isopor em esculturas e monumentos da cidade e ocorreu pela primeira vez em São Paulo. Cidades como Londrina e Porto Alegre; Lisboa, em Portugal; e Londres, na Inglaterra, já participaram dessa ação depois de divulgado um vídeo no qual era proposto que os corações fossem espalhados por outros lugares.

Algumas intervenções criam uma relação direta com o público. É necessário que ele participe para que a ação aconteça. É o caso do projeto “Liberte seus sonhos”. Nele, pessoas são convidadas a preencher um mural completando o texto “Meu sonho é...”.

As intervenções urbanas estão, cada vez mais, criando um diálogo com a rua e com as pessoas. Há uma vontade de compartilhar, doar e dividir poesia, arte e reflexão para quem passa apressado pelos lugares, em direção ao trabalho, escola, faculdade ou para casa. Pinturas, graffitis e textos tentam, de alguma maneira, frear o ritmo das grandes metrópoles fazendo com que as pessoas ganhem tempo, ao invés de perdê-lo, ao pararem para apreciar a arte urbana.









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