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Pluralidade Cultural  

Línguas africanas

nelik/Shutterstock


Para se classificar com rigor uma língua, é necessário um procedimento que seja capaz de demonstrar que as formas, os vocábulos e inclusive as suas estruturas linguísticas propostas sejam não só representativos, mas que façam parte de um patrimônio original.

Ao comparar duas línguas, por exemplo, as suas semelhanças não devem, portanto, ser o resultado de empréstimos por conta de contatos antigos ou recentes. Devem realmente possuir a sua originalidade.

É sabido que historicamente árabes, franceses, portugueses e ingleses, para citarmos apenas alguns povos, durante muitos séculos depositaram uma grande quantidade de vocábulos em muitas línguas africanas.

A língua bantu Kiswahili, por exemplo, possui mais de 60% de seu léxico emprestado do árabe e isso levou ao grave erro (por paixão religiosa ou por falta de cuidado científico) de muitos pesquisadores afirmarem que o Kiswahili pertence ao grupo semito-árabe.

O linguísta Joseph Harold Greenberg frequentemente recorre à técnica de comparação e similaridade de elementos de outras línguas, o que conduz à afirmação de que o estudo do parentesco das línguas situa-se no encontro entre a história e a linguística, muito mais do que na análise da evolução dos materiais oferecidos pelos textos ou pela oralidade e pelos vocábulos de um idioma. 


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