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Pluralidade Cultural  

Ciência classificatória e a história dos povos africanos

InnaFelker/Shutterstock


O mero fato de classificar ás línguas já é evidenciar o parentesco e a história por trás dos povos que as falam. Temos algumas classificações:

Genética – Auxilia no restabelecimento ao menos de parte da unidade histórica dos povos e culturas que utilizam línguas de uma origem comum, criando vínculos, parentescos e filiações no interior de uma família linguística.


Tipológica – É o tipo de classificação que reagrupa línguas que apresentam semelhanças ou afinidades em suas estruturas e sistemas. Línguas de origem totalmente diferentes ou muitas vezes absolutamente idênticas podem utilizar as mesmas formas lexicais, nominais, pronominais ou verbais. Essa conformidade pode existir mesmo que as línguas sejam muito distantes umas das outras geograficamente, histórica ou geneticamente.

Exemplo disso é a forma nominal e verbal encontrada tanto em Wolof como em Inglês:


Liggeey = Trabalhar; liggeey bi = O trabalho - Wolof
To work = Trabalhar; The work = O trabalho - Inglês

Apesar da semelhança tipológica, as duas línguas estão geográfica e geneticamente muito afastadas uma da outra. Por outro lado, pode ocorrer de as línguas pertencerem à mesma família linguística, mas serem de tipos diferentes.


Geográfica – Apresenta, sobretudo, um instinto para comparar e reagrupar línguas que coexistem em uma área e frequentemente deixam de lado fenômenos como migração e imbricação dos povos e quase sempre esse reagrupamento é resultado de informações insuficientes, já que no continente africano a complexidade linguística ainda está longe de ser decifrada.



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