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  A matriz negra   
Pluralidade Cultural  

Ideologia que deforma

federicofoto/Shutterstock


Por excelência a história é a morada da ideologia e por essa razão muitos estudos sobre as línguas e a ancestralidade africana coincidiram com a expansão e exploração europeia sobre a região.

Por esse motivo a visão etnocêntrica do europeu marcou a visão e os valores das civilizações africanas com referência a ela própria.

A falsa teoria de que o indoeuropeu, o ariano ou o caucasiano seria superior aos africanos ecoou tão profundamente que até hoje é possível encontrar algumas obras de linguística e história da África que apontem esses erros.

Exemplo clássico é o caso do Egito que por muito tempo foi colocado entre parênteses em relação ao restante do continente.

Com base em especulações distribuídas ao acaso, o país permanece em muitos casos sendo apresentado com uma idade inferior em detrimento da Mesopotâmia ou de outras regiões indoeuropeias ou semíticas. E qualquer fenômeno cultural positivo da África Negra é creditado às influências culturais externas.

Para estabelecer o parentesco das línguas do continente africano, é necessário fazer referência a materiais antigos e não a dados linguísticos geográficos atuais ou influências antigas.

O trabalho também precisa estar livre dos pré-julgamentos obsessivos de que as línguas africanas derivam e se originam do indoeuropeu, do semita ou do passado histórico do homem europeu.

Ao analisar essas informações nota-se que isso contribuiu e continua a distorcer as análises dos materiais colhidos e levantados no continente.





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