Busca  
  Vegetais   
Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias.  

Caule

Assim como no caso das raízes, as briófitas também não possuem caule verdadeiro. Na verdade, elas possuem uma estrutura chamada cauloide, semelhante a um caule rudimentar. Pteridófitas, gimnospermas e angiospermas possuem caules verdadeiros.

O caule serve como integração entre as folhas e as raízes, levando todo o material absorvido do solo para todas as regiões do corpo da planta. Nem todos os caules realizam a fotossíntese – caules jovens possuem células com clorofila, mas os caules mais velhos não possuem. Portanto, não são fotossintetizantes. Nos caules são encontradas estruturas chamadas gemas ou botões vegetativos, por onde nascem novas ramificações e novas folhas.

Os caules podem ter várias espessuras, indo do mais fino e flexível ao mais espesso e rígido. Quando são finos e flexíveis, são recobertos por uma camada de cutícula. No entanto, quando são mais rígidos e grossos, possuem diversas camadas de tecidos diferentes, sendo o mais externo constituído de células mortas. Os caules mais robustos se chamam troncos e apresentam ramificações em sua parte superior. Quando um caule é robusto, mas sem ramificações, como uma palmeira que tem apenas um tufo de folhas em seu ápice, ele é denominado estipe. Também são frequentes caules robustos e sem ramificação, porém com divisões em gomos, como a cana de açúcar. Nesse caso, o caule é do tipo colmo.

iStockphoto/Thinkstock
A cana de açúcar tem caule do tipo colmo


Existem outros tipos de caule, como os trepadores, que crescem se enrolando em algum suporte, normalmente em procura da luz; os rizomas, que assim como as raízes tuberosas, são subterrâneos e acumulam amido, podendo ser consumidos como alimento (caso da batata); e os bulbos, caules complexos envoltos por folhas modificadas, como a cebola.

Nos caules é possível encontrar estruturas que especializam as plantas. Plantas com caule do tipo trepadeiras possuem ramos modificados denominados gavinhas, que auxiliam na fixação do caule em seu suporte. Além disso, alguns caules possuem espinhos, que podem se originar a partir de folhas modificadas ou do próprio caule. Existem também os acúleos, estruturas parecidas com espinhos, mas que se originam da epiderme e são facilmente destacados do caule, como os ‘espinhos’ da roseira.


Anterior Início Próxima