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Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias.  

Formação e aplicações

Na natureza, os diamantes são formados em grandes profundidades (180 a 450 km), a temperaturas muito altas e a uma pressão muito elevada. São encontrados incrustrados em uma rocha mole denominada quimberlita (rocha e diamante se formam ao mesmo tempo, são de origem magmática).

Um dos métodos utilizados para fabricar os diamantes indústriais sintéticos recria as condições geológicas que produzem os diamantes naturais. Essa metodologia não permite, de forma competitiva, a fabricação de diamantes sintéticos de boa qualidade para joalheria, que cuja maior parte é feita pela decomposição térmica do metano.


Nessa técnica, os átomos de carbono depositam-se em uma superfície fria na forma de grafita e diamante. Entretanto, como os átomos de hidrogênio produzidos na decomposição reagem mais rapidamente com a grafita (para formar hidrocarbonetos voláteis), sobrevive uma quantidade maior de diamantes do que de grafita.

Özer Öner/Shutterstock
Anel de diamante


Comercializados como gemas preciosas e de grande importância industrial (ferramentas), os diamantes possuem um alto valor agregado (dependente de suas características) e suas aplicações diversas crescem rapidamente. Devido as suas propriedades, grande parte dos diamantes (cerca de 80%) são utilizados na indústria para cortar, perfurar, moer e lustrar; também aparecem em lentes, chips de computador e lâminas. 

Os países que detêm as maiores reservas de diamante são: Congo, Austrália e Botsuana (representam aproximadamente 60% das reservas mundiais). Segundo o último dado oficial, o Brasil contribui com apenas com 7,6% da reserva mundial.

Ao contrário do que se acredita, diamantes não são para sempre. Por ser composto de carbono, pode facilmente queimar em chamas suficientemente quentes em presença de O2.

Evelyn Menezes




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