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A história da humanidade e as plantas

Melpomene/Shutterstock
Remédios à base de plantas são eficazes e reduzem o custo da saúde pública


Nossos ancestrais, antigos representantes do gênero Homo, sobreviviam na base da coleta de alimentos (frutas, folhas e raízes), caça e também do consumo de animais já mortos. A fase coletora-caçadora durou até aproximadamente 11 mil anos atrás, quando o ser humano desenvolveu a agricultura pela primeira vez.

Tal descoberta possibilitou que os Homo sapiens deixassem de ser nômades, passassem a fixar moradia e organizar-se em povoações. Foram encontrados vasos de aproximadamente 8 mil anos que, acredita-se, eram feitos para o armazenamento de grãos.

Ao longo do tempo, enquanto os seres humanos foram evoluindo e suas populações foram divididas, cada um desses grupos desenvolveu uma cultura alimentícia, principalmente com os alimentos de origem vegetal.

Até hoje podemos ver as diferenças regionais na dieta humana, dependendo, principalmente, da disponibilidade do vegetal na região da população. O uso medicinal dessas plantas é tão antigo quanto o uso para alimentação. Existem registros de plantas medicinais catalogadas de 3 mil anos a.C.

Os indígenas, muitos anos depois, observavam a vegetação e as classificavam com base em propriedades como o cheiro, sabor e até a maneira de uso. As plantas eram nomeadas devido a características das folhas, flores ou frutos.

Plantas medicinais

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), atualmente cerca de 3 milhões e meio de pessoas em países em desenvolvimento confiam e fazem tratamento à base de plantas medicinais. Aproximadamente 25% dos medicamentos que conhecemos hoje são derivados de algum composto vegetal e o uso de plantas medicinais é, inclusive, incentivado pela OMS.

O Brasil possui cerca de 200 mil espécies vegetais e estima-se que pelo menos metade delas tem algum poder terapêutico. No entanto, as plantas medicinais em geral foram pouco ou não foram estudadas adequadamente.

E se a pesquisa aqui no país não tem o incentivo que deveria, fora dele a história é outra. Existem muitos casos de substâncias originais de plantas brasileiras patenteadas por empresas estrangeiras e até de biopirataria.

É necessário que haja mais pesquisa na área das plantas medicinais para estabelecer um sistema para produzir catálogos e monitorar as plantas de interesse.

Plantas medicinais, como são produtos naturais, podem ser vendidas e cultivadas livremente, facilitando a automedicação orientada (em casos simples) e diminuindo a procura pelos profissionais da saúde, reduzindo assim o custo da saúde pública.

Uma planta pode ser classificada como medicinal quando possui substâncias com ação farmacológica – são os denominados princípios ativos.

As principais classes de princípios ativos são:


Alcaloides:
Possuem ação no sistema nervoso central, podendo ser calmante ou estimulante. Ex.: cafeína.
Flavonoides:Têm ação anti-inflamatória e dilatadora. Ex.: rutina (presente na arruda).
Mucilagens:Possuem ação cicatrizante e anti-inflamatória. Ex.: babosa.

Óleos essenciais:
Bactericidas, analgésicos e relaxantes. Ex.: mentol.

Taninos:
Adstringentes e antimicrobianos. Ex.: goiabeira.


 
 


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