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Plantas nocivas à saúde

Os mecanismos de defesa das plantas podem ser prejudiciais aos humanos


As
plantas, assim como os animais, possuem predadores naturais e, ao longo dos anos, muitas espécies vegetais desenvolveram mecanismos para se defender desses predadores. Porém, algumas dessas defesas podem ser nocivas a alguns seres, inclusive para os humanos.

As toxinas das plantas podem estar concentradas em sua seiva, folhas, caule, sementes ou até em toda a planta. Dependendo do tipo de toxina, ela pode causar uma reação diferente (dependendo também da sensibilidade da pessoa). Algumas causam apenas vermelhidão, coceira e ardor na pele; outras podem causar vômito, febre, falta de ar, redução da frequência cardíaca e, em casos mais graves, até a morte.

O que o governo tem a ver com isso?

Segundo o Ministério da Saúde, ocorrem aproximadamente 2 mil casos de intoxicação por plantas no Brasil. Desse número, entre 60 e 70% são com crianças. Muitas crianças se intoxicam acidentalmente com plantas que foram cultivadas dentro da própria casa. Os casos mais comuns são os com comigo-ninguém-pode, antúrio, tinhorão, coroa de cristo e mamona. Já com adultos, as intoxicações geralmente são por mau uso de plantas medicinais, alucinógenas ou abortivas. Entre os adultos, é mais comum casos de intoxicação por buchinha ou saia-branca.

O Ministério da Saúde instituiu na década de 1980 o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas, ou Sintox. Em 2005, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) criou uma rede de centros de informação e assistência toxicológica, tendo diversos centros atendendo em vários Estados. Em 1998, em conjunto com esses centros, o Sintox criou o Programa Nacional de Informações sobre Plantas Tóxicas, que distribui informações de prevenção e tratamento em casos de intoxicação por plantas tóxicas.


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