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As principais plantas tóxicas no Brasil

Buchinha

Nome científico: Luffa operculata

É nativa do Brasil e já foi muito utilizada para tratar sinusite, mas o uso principal da planta é em forma de chá por suas propriedades abortivas. Aproximadamente 24 horas depois da ingestão do chá, a pessoa começa a sentir náuseas, vômitos, dores abdominais e dores de cabeça. O quadro pode evoluir para hemorragias, coma e até morte.

Comigo-ninguém-pode

Nome científico: Dieffenbachia picta
Brykaylo Yuriy/Shutterstock
Comigo-ninguém-pode


É uma planta ornamental muito comum e, por isso, são frequentes os casos de intoxicação acidental por crianças em casa. Existem duas espécies diferentes que são chamadas pelo mesmo nome comum: a D. picta e a D. seguine, ambas originárias da Amazônia. Essa planta possui cristais de oxalato de cálcio, que perfuram e penetram os tecidos. Além disso, na seiva da planta existe uma enzima que quebra a membrana das células de quem a ingere. Essas duas substâncias em conjunto causam irritação da mucosa da boca, laringe e faringe. Os sintomas são dores e edemas na língua e nos lábios.



Mamona

Nome científico: Ricinus communis

Getty Images
Sementes de mamona


A mamona, apesar de ser original da Ásia, foi introduzida em muitos lugares do mundo e é muito comum no Brasil. O óleo de suas sementes (óleo de rícino) é utilizado para a lubrificação de motores, fabricação de tintas e vernizes. O subproduto da extração desse óleo é a torta de mamona, que é utilizada como adubo. As sementes de mamona possuem uma proteína tóxica chamada ricina, que penetra nas células dos tecidos e causa a morte celular. Os sintomas de intoxicação pela ricina são náuseas, vômito, diarreia e dificuldade para respirar. Dependendo da concentração e do tempo que a pessoa intoxicada leva para ter atendimento médico, a intoxicação por ricina pode ser letal.

Pinhão-paraguaio ou pinhão-de-purga


Nome científico: Jatropha curcas

Planta que ocorre em muitos lugares do mundo, inclusive no Brasil. Suas sementes também produzem um óleo que possui aplicação parecida com o óleo de rícino, sendo útil para a lubrificação de motores, produção de tintas e sabão. Existem algumas receitas populares usando essa planta para curar infecções, paralisia, reumatismo, entre outros, mas além do poder medicinal dela não ser comprovado cientificamente, por ela ter substâncias chamadas ésteres de forbol pode causar irritações e envenenamento. Os éteres de forbol causam inflamações, diarreia e até podem provocar a formação de tumores cancerígenos.

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