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As brincadeiras de cada lugar

"Brincar é condição fundamental para ser sério."  (Arquimedes)
Shutterstock

Amarelinha,  esconde-esconde, vivo-morto, estátua... Provavelmente você conhece ao menos uma dessas brincadeiras.

Você sabe o que significa a palavra brincar? Ela se originou do latim, uma língua muito antiga, e significa “vinculum”. Não lembra a palavra vínculo? Brincar é estabelecer vínculos com algo ou alguém.

As brincadeiras não são iguais em todos os lugares. Nem os brinquedos. Se você tem parentes em outra cidade ou Estado, um primo ou prima que seja, talvez já tenha passado pela situação de não conhecer uma brincadeira e ter que perguntar: Como se brinca, me ensina? 

O Brasil é um país enorme; costumam dizer até que é um “país-continente”, de tão grande que é. Por isso, uma brincadeira que é bem comum em Porto Alegre (RS) pode não ser conhecida pelas crianças de Vitória (ES). Isso acontece porque a população do Brasil é formada por povos de diferentes origens, como o negro, o índio e o branco. Além disso, esses povos vieram de diversas partes do mundo, trazendo consigo a cultura da região em que nasceram.

O povo nordestino produz muitos brinquedos artesanais, e a venda dessa produção serve de subsistência para muitas famílias da região. É muito fácil encontrar um papagaio ou uma boneca de pano nas feiras livres e mercados municipais nordestinos.

Vamos relembrar uma das brincadeiras citadas lá no começo deste texto. A amarelinha tem origem um pouco controversa, mas pode ter surgido no Império Romano, na região da França. Conta-se que peregrinos deixavam dinheiro nas escadas das igrejas e que não poderiam pisar nas moedas, pulando os degraus. É uma brincadeira presente em muitos Estados do país.

Os brinquedos e brincadeiras fazem parte da cultura de um país. Há brinquedos que são regionais, mais conhecidos em seu Estado de origem. No Nordeste, há o boneco Mané Gostoso. Ele é feito de madeira e brinca-se da forma como preferir. Quer conhecer esse brinquedo? Veja aqui.

Já a corda, um brinquedo muito fácil de encontrar, é utilizada em diversas brincadeiras pelas crianças do Ceará. Você já ouviu falar em “Salada, saladinha, bem temperadinha, com sal, pimenta, fogo, foguinho”? O pião é outro brinquedo bem típico no Nordeste.

A brincadeira vivo-morto também é conhecida como morto-vivo. Ops! E não é a mesma coisa? Duro ou mole, senta e levanta, nomes diferentes para a mesma brincadeira. O jogo consiste em ouvir o comando (a palavra “vivo”, por exemplo) e rapidamente fazer o movimento correspondente. Vivo é para ficar de pé, morto é para ficar de cócoras. Mas começa a aumentar muito o ritmo dos comandos, até você se confundir! Ou não, e ganhar dos adversários por ficar mais tempo sem errar.

As crianças indígenas também brincam, e muito! No período do Brasil Colônia, os meninos e meninas enchiam de pedrinhas uma trouxa de folhas largas e a amarravam a uma espiga de milho. Assim, surgiu a "Pe`teka" (em tupi, significa bater) ou peteca, em português. Aprenda um pouco mais sobre brinquedos e brincadeiras indígenas.

E tem outras brincadeiras muito boas, em todos os Estados do país. Quais são suas brincadeiras preferidas, você criança do Acre, do Piauí, do Mato Grosso do Sul? E você que está em Santa Catarina, não gostaria de conhecer uma brincadeira de Alagoas?

Brincar é tão importante que existem pesquisadores que só estudam brinquedos e brincadeiras do mundo. Tem até museu do brinquedo! Acesse!

Usar a criatividade é a nossa brincadeira por toda a vida. Com brinquedo ou sem brinquedo, quem faz o jogo ser divertido somos nós! Você sabia que é a nossa imaginação que faz a gente aprender?


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