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O contexto da Bahia no período da Independência

Biblioteca Nacional, RJ
As plantações de açúcar e as safras recordes fortaleciam ainda mais o interesse dos portugueses na Bahia

O fim do século XVIII e o início do século XIX foram marcados por uma melhora significativa da economia baiana. Safras recordes de açúcar e de algodão movimentaram a economia e ampliaram o interesse no Nordeste brasileiro, considerado um ponto-chave para o império português. Por isso, existia um grande contingente de soldados portugueses e de comerciantes lusos residentes nas proximidades do porto. Era inevitável que a postura desses portugueses fosse a favor das Determinações das Cortes de Portugal, ou seja, da submissão brasileira frente aos interesses da metrópole.

Biblioteca Nacional de Lisboa
Ignácio Luís Madeira de Mello, militar português
Contudo, o estopim para a revolta dos baianos foi a nomeação, por meio das Cortes de Lisboa, de Ignácio Luís Madeira de Melo, para chefiar a Junta Governativa da Bahia e para o cargo de Governador de Armas da Província. Em represália a esse fato, em fevereiro de 1822, soldados baianos tomaram o Forte de São Pedro, em Salvador. O forte permaneceu sob controle dos soldados rebeldes e de populares que aderiram à causa por dois dias. Antes que caíssem definitivamente, muitos fugiram para a região do Recôncavo Baiano, onde organizariam toda a resistência ao controle português, que culminaria com a Guerra de Independência.



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