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A Revolução Pernambucana e a emancipação política de Alagoas

PULSAR/João Prudente

Em março de 1817 teve início a Revolução Pernambucana. Esse movimento tinha como características principais o antilusitanismo e o descontentamento pela situação de desfavorecimento que o Nordeste sofreu após a chegada da Família Real ao Brasil. Quando a revolta teve início, o ouvidor Dr. Antônio Ferreira Batalha, responsável pela comarca da Vila de Alagoas, enviou um comunicado ao Conde d’Arcos explicando que desmembraria a sua comarca da Capitania de Pernambuco e autoproclamou-se governador provisório. Isso enfraqueceu a revolta iniciada em Recife, uma vez que tratava-se de uma das regiões mais prósperas da Capitania.

Planet Observer/UIG
Alagoas, que já se destacava, enfim, conseguiu se emancipar de Pernambuco

 
Alguns historiadores apontam que o fato de ter ido contra a revolução pernambucana garantiu a Alagoas sua emancipação política. Entretanto, quando analisada historicamente é perceptível o estágio de desenvolvimento da região de Alagoas, que possuía uma das economias mais dinâmicas e organizadas de todo o Nordeste. Isso permitiu o desenvolvimento social e cultural da população. Enfim, Dom João VI, reconhecendo a importância adquirida por Alagoas, acabou por emancipar a comarca. Dessa forma, em 16 de setembro de 1817 surgiu a Capitania de Alagoas.





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