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A renúncia de Jânio Quadros e a crise sucessória

              

Com a renúncia de Jânio Quadros, o cargo de presidente da República, segundo a Constituição nacional, deveria ser ocupado por João Goulart, que era o vice-presidente eleito. Entretanto, uma verdadeira crise política foi instalada. De um lado, os chamados legalistas defendiam a posse de Goulart; de outro, os udenistas (partidários da União Democrática Nacional) e os militares, representantes do conservadorismo da sociedade, defendiam uma intervenção direta e o afastamento de João Goulart.

Essa crise foi fruto do perfil político de Jango. Para entender isso, basta lembrar sua vida política, até então, vinculada aos sindicatos e às camadas mais populares. Em meio à Guerra Fria, tal postura era considerada comunista e, em cima desse perfil, foi que, novamente, o medo do comunismo foi utilizado para organizar um golpe.

As propostas de mudanças de Jango para o país, as Reformas de Base, tinham forte apelo junto às camadas mais populares. Contudo, ao analisar as propostas como um todo, percebe-se a tentativa de modernização do capital ou, como define o historiador Boris Fausto, "eram apenas uma tentativa de modernizar o capitalismo e reduzir as profundas desigualdades sociais do país, a partir da ação do Estado".

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