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O Comício da Central e o início do Golpe Militar

Celso Pupo/Shutterstock
Prédio da estação de trem Central do Brasil na cidade do Rio de Janeiro. A edificação à esquerda abrigava o Ministério do Exército. o comício pelas Reformas de Base, em 1964, foi realizado na praça que fica em frente aos dois prédios.

Em meio às críticas e aos ataques às Reformas de Base, João Goulart decidiu percorrer algumas capitais explicando seus ideais e as reformas como um todo. Inicialmente, ocorreriam três discursos: em Porto Alegre, em São Paulo e no Recife. Os discursos inflamaram as massas e reforçaram o apoio popular do presidente. No entanto, ocorreu também o crescimento do descontentamento dos setores mais conservadores, que consideravam esses comícios atos populistas.

João Goulart, satisfeito com os resultados dos primeiros comícios, decidiu organizar um grande discurso no dia 13 de março de 1964, na praça da República, no Rio de Janeiro. Nesse discurso, que ficaria conhecido como o Discurso da Central do Brasil, ele estava acompanhado por Miguel Arraes, Leonel Brizola e Luís Carlos Prestes. Todos discursaram e, inflamados pelo ambiente favorável, fizeram ataques ao conservadorismo e às elites. Leonel Brizola, o mais aplaudido, proferiu diversas palavras e encerrou seu discurso com a frase: “Nosso caminho é pacífico, mas saberemos responder à violência com violência. Quem tem o povo ao seu lado, nada tem a temer”.

Esse discurso foi considerado uma afronta pelos militares e naquele momento surgiu o pretexto ideal para eles. Com isso, no dia 31 de março de 1964, Olympio Mourão Filho partiu de Pouso Alegre com seus soldados, rumo ao Rio de Janeiro, intencionando o fim do regime democrático.



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