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A importância de manter-se vivo

Não importa a espécie: sempre os mais bem adaptados sobrevivem e passam suas características para a descendência. A adaptação ao ambiente é um processo lento, mas que garante a perpetuação das espécies e é a chave para a evolução dos seres vivos.

Reprodução

Os animais têm um grande objetivo na vida: sobreviver o máximo de tempo para garantir a reprodução. E terão mais chances aqueles que conseguirem se adaptar melhor ao ambiente em que vivem. Quer um exemplo? Você já viu na TV o momento do nascimento das tartarugas marinhas? Todas saem correndo dos ovos, na praia, em direção ao mar. As tartaruguinhas que correrem mais rápido terão menos chances de ser devoradas pelas aves que estão caçando pelas redondezas. As que nadarem com mais habilidade também terão maior oportunidade de fugir dos peixes que pretendem devorá-las.
Outro exemplo? Os leões-marinhos, assim como outros animais, vivem em bandos com um único macho e várias fêmeas. O macho que tem mais fêmeas é, em geral, o maior e mais forte. E isso não é só porque os mais fortes afugentam os mais fracos que tentam se aproximar: as fêmeas também preferem cruzar com os mais fortes. Assim eles produzirão mais filhotes e eles também terão chances de nascer mais fortes e sobreviver.
 
Sobrevivência

As atividades usuais dos animais, como caminhar, correr, subir em árvores e nadar, também dependem de adaptações específicas. Vamos conhecer algumas delas?



• Diariamente os elefantes caminham por longos percursos nas savanas africanas. Suas patas não lembram grandes colunas? É porque elas estão adaptadas para pisar firme no solo e, ao mesmo tempo, sustentar o peso de seu corpo volumoso.


• Cavalos, zebras, antílopes e búfalos têm os dedos protegidos por cascos. Isso facilita corridas e trotes.


• Você já viu como os felinos caminham silenciosamente, dando saltos extremamente ágeis? Eles têm almofadas na sola das patas que diminuem o impacto com o solo. Suas garras são retráteis, normalmente escondidas, e não atrapalham as corridas e saltos. Também estão protegidas de eventuais fraturas e desgastes. Mas quando necessárias para agarrar e dilacerar a presa, as garras são colocadas para fora.
 
• Se olharmos as tartarugas marinhas, que só saem da água para respirar e botar ovos, veremos que elas possuem patas dianteiras que lembram remos e patas traseiras que lembram lemes. Em terra, as fêmeas são bastante desajeitadas. Mas no mar, onde passam quase toda a vida, mostram-se exímias nadadoras.


As tartaruguinhas que forem rápidas o suficiente para escapar dos predadores poderão crescer, reproduzir-se e passar suas características para os descendentes
• Os cágados e as tartarugas de água doce passam a maior parte do tempo dentro d'água e possuem patas espalmadas, com dedos bem unidos por membranas. São patas adaptadas tanto para a natação, como para a locomoção na terra.
 
• Tartarugas terrestres, conhecidas como jabutis, também gostam de longas caminhadas. Quase não conseguimos distinguir seus dedos, e suas patas são parecidas com as dos elefantes.




 
Fique ligado!
Diferentes animais, que apresentam adaptações para as mesmas situações, podem ser externamente muito parecidos: golfinhos (que são mamíferos), ictiossauros (répteis aparentados com os dinossauros, que viveram milhões de anos atrás) e tubarões (peixes cartilaginosos) representam interessante exemplo. Neste caso, a forma dos dois animais era muito parecida, favorecendo um rápido deslocamento no mar, mesmo sendo animais de grupos diferentes.
 


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