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Fugir do inimigo a todo o custo

As estratégias são variadas na hora de escapar dos predadores. Alguns distraem o inimigo, outros tentam se confundir com o ambiente. Existem também aqueles que querem mais é se mostrar e provar o quanto podem ser perigosos.

Essa mariposa apresenta um prolongamento na região posterior das asas. Os pássaros atacam primeiro essa falsa cabeça.
Esperteza

Se o negócio é sobreviver, na hora de enfrentar o inimigo, algumas vezes a esperteza vale mais que a força. Exemplos disso são os animais adaptados para distrair os predadores e, assim, escapar com vida.


• Certas borboletas apresentam prolongamentos na região posterior das asas que lembram uma cabeça. Os pássaros que as atacam tentam capturá-las por essa falsa cabeça: isso permite que as borboletas escapem com vida.
 
• Ao
serem atacados, pequenos lagartos soltam a cauda, perdendo-a para o predador, mas salvando a própria vida.

• Algumas aves, quando encontradas pelos predadores em seus ninhos, afastam-se furtivamente até ficarem a alguma distância. Aí chamam a atenção do inimigo arrastando uma asa no chão, como se estivesse quebrada. Quando começam a ser perseguidas, afastam-se ainda mais do ninho, mantendo os ovos ou filhotes longe da vista do predador. Quando os filhotes já estão em segurança, fogem voando, deixando o inimigo confuso e sem ação.
 
Camuflagem

O verde e o marrom são as cores que predominam em qualquer tipo de vegetação. O verde é encontrado em folhas e brotos e o marrom, nos galhos, troncos e folhas secas. Não é à toa que essas cores também são observadas com frequência nos animais que vivem nesses ambientes. Gafanhotos, lagartos e sapos são bons exemplos disso. Entre os animais maiores, podemos lembrar os veados, antas, onças-pardas e leões: em todos eles, a cor marrom é muito comum. Grilos, esperanças (parentes dos grilos e gafanhotos) e alguns sapos se assemelham a folhas e pequenos ramos. É um excelente tipo de camuflagem, também usada por um pequeno peixe da bacia do Rio Amazonas, conhecido como peixe-folha, que parece com uma folha boiando na água. O bicho-pau (outro parente do grilo), como o nome indica, imita pequenos ramos. Onças-pintadas e tigres apresentam manchas, pintas ou listras, que também servem de camuflagem, especialmente no interior das florestas, onde apenas alguns raios de sol ultrapassam a copa das árvores, criando um padrão mesclado de sombra e luz.

Seleção natural e adaptação

As adaptações dos animais são determinadas geneticamente, isto é, passam de pais para filhos. Quando um animal tem uma característica que o favorece, ele sobrevive e consegue passar essa característica para as gerações futuras. As características que não funcionam tendem a ser eliminadas, pois os animais que as possuem acabam falhando na hora de procurar alimento e de escapar de predadores. Se não sobrevivem, não podem transmitir suas características para os descendentes. Quer um exemplo? Quando o alimento das girafas começou a ficar escasso, aquelas que tinham o pescoço mais comprido conseguiam comer folhas dos galhos mais altos das árvores. Sobreviviam e tinham filhotes de pescoço comprido. Aquelas que tinham pescoço mais curto morriam de fome. É um erro pensar que o pescoço foi "alongando" com o esforço constante para pegar comida no alto.

 
Exibidos
Se para muitos a camuflagem é o melhor meio de sobreviver, para outros a solução é se mostrar, exibindo por aí cores chamativas, como vermelho, laranja, amarelo e branco. Isso porque, na linguagem da natureza, animais que possuem combinações dessas cores, além de listras e manchas negras, provavelmente oferecem algum perigo aos predadores. Certas vespas com colorido amarelo e negro podem aplicar uma dolorosa ferroada. O gambá norte-americano, com sua característica pelagem negra e branca, pode expelir um líquido de odor extremamente desagradável. A borboleta-monarca, com seu colorido branco, negro e laranja, tem sabor desagradável devido à presença de substâncias tóxicas em seu corpo. Os pássaros que as tentam comer acabam vomitando. Alguns sapos que vivem na floresta Amazônica apresentam cores como vermelho, amarelo e negro, e sua pele produz algum tipo de substância venenosa. As cobras-corais, consideradas peçonhentas, picam para injetar seu veneno. Seu colorido é normalmente formado por anéis vermelhos, negros e brancos ou amarelos. Se o predador levar uma ferroada dolorida, for picado, sentir odor ou sabor desagradável, ou acabar intoxicado na tentativa de comer determinada presa, ele certamente aprenderá a lição e passará a evitar um confronto com essa presa. Por isso, este fenômeno se chama ‘coloração de advertência’ ou 'coloração de alerta', pois a cor do animal têm o objetivo de chamar atenção de seus predadores.
 



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