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Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias.  

Fingindo ser o que não é

Outras técnicas utilizadas para sobreviver: fingir uma agressividade que não condiz com a periculosidade ou imitar ser alguém que não deve ser devorado.
 
Enganação

Para afugentar um predador, alguns animais chegam a fingir ser o que não são. Quando estão cara a cara com o predador, algumas mariposas abrem as asas para mostrar um par de manchas que lembram muito os olhos de uma coruja. Em muitos casos, o predador acaba fugindo. Alguns animais fingem ser mais agressivos do que são, abrindo a boca, como se assim fossem morder, dando botes e fazendo barulhos ameaçadores. Por vezes inflam o papo ou distendem dobras de pele para parecerem maiores do que são na realidade, tática muito utilizada por lagartos e serpentes.

A falsa-coral apresenta um padrão de coloração idêntico ao da coral verdadeira, afastando assim os possíveis predadores, que evitam, pelo aprendizado ao longo de gerações, o confronto com a serpente cujo veneno pode ser mortal
 
Imitadores

Na hora de escapar do predador, vale tudo. Até mesmo fingir ser quem não é: alguns animais imitam outros que são evitados pelos predadores. Isso é denominado mimetismo. Algumas borboletas – saborosas para os pássaros – imitam (mimetizam) o colorido da borboleta-monarca, de gosto desagradável. Isso diminui a chance de serem devoradas, pois a maioria dos pássaros já aprendeu que borboletas com esse colorido não são lá muito gostosas e, em geral, causam vômito. Esse tipo de adaptação também é observado entre as cobras-corais. A chamada falsa coral não apresenta as presas modificadas para injetar veneno que a coral verdadeira possui, no entanto, o padrão de cores das duas é igual, fazendo com que os predadores evitem ambas.


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