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Debret: o destaque da Missão

Jean-Baptiste Debret foi um dos mais importantes membros da Missão Artística Francesa. Nascido em 1768, em Paris, fez seus primeiros estudos com o primo e também pintor Jacques-Louis David. Frequentou a Escola de Belas-Artes de Paris. Premiado por suas obras sobre as campanhas históricas de Napoleão, expôs várias vezes no Salão de Paris, considerado o evento mais importante do mundo das artes na época.

Porém, em 1814, a derrota do imperador francês interrompeu seu trabalho na Europa. Por isso, Debret não hesitou em aceitar, aos 48 anos, o convite do chefe da Missão Francesa, Joachim Lebreton, para vir ao Brasil e aqui fundar a Imperial Academia e Escola de Belas-Artes. Só não imaginou que ficaria por aqui por mais de uma década. Sua vasta produção inclui retratos da família real, pinturas de cenários para o Teatro São João (atual João Caetano) e trabalhos de decoração do Rio de Janeiro para a festa de aclamação de D. João VI.
Debret também foi professor de pintura histórica e, em 1829, realizou a primeira exposição de arte no Brasil.

Viagem pitoresca

Em 1827, Debret decidiu integrar um grupo de tropeiros que viajava para o Rio Grande do Sul. Ao regressar ao Rio de Janeiro, três anos depois, havia passado por cinco províncias brasileiras e coletado informações suficientes para lançar sua maior obra – Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil, espécie de álbum de gravuras com 153 reproduções de suas pinturas. Este trabalho foi publicado em três volumes, em Paris, entre 1834 e 1839, com uma tiragem limitada de 200 exemplares.

Referência histórica

Além de lançar o olhar do estrangeiro sobre a nossa realidade, Debret tinha grande domínio técnico da aquarela – o que explica a importância da sua obra. Seus desenhos revelam um traçado livre e solto, mas bastante preciso, com destaque para as aquarelas descritivas dos vegetais, dos tipos e dos costumes da terra. Sem as cerca de 200 gravuras que fez do Brasil, seria muito difícil termos uma ideia do nosso país no século XIX. Sua produção é a nossa grande referência histórica. Jean-Baptiste Debret morreu em Paris, em 1848.

Neste quadro, Debret pintou um funcionário público saindo de casa com a família e os criados


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