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Missão Artística Francesa

O novo lar de D. João VI

A história da Missão Artística Francesa começou quando D. João VI, fugindo dos conflitos entre a França de Napoleão e a Inglaterra, decidiu transferir sua corte para o Brasil, em 1808. Com a família real, veio uma comitiva de 15 mil pessoas. Disposto a valorizar o Rio de Janeiro, capital do Reino Unido de Portugal, o regente português logo fundou as primeiras instituições – o Banco do Brasil, a Biblioteca Real e a Imprensa Régia – e incentivou o gosto pela arte, tal como se fazia em Portugal e no resto da Europa. Na arquitetura, essa tendência manifestou-se de imediato na construção de novos prédios de estilo neoclássico. Porém, a influência da cultura europeia sobre o Brasil só ficou realmente marcada com a vinda da Missão Francesa.

Você sabia?
A aquarela foi uma das técnicas mais utilizadas pelos botânicos e cientistas que participaram das expedições de desbravamento do Novo Mundo a partir do século XVIII. Eles retratavam as espécies animais e vegetais desconhecidas com tinta e água e, depois, essas imagens eram gravadas em pranchas de pedra (litogravura) usadas para ilustrar livros.
Paris dos Trópicos

Para dar ares de civilização à cidade onde ia viver com a corte real, D. João VI queria uma escola em que se ensinassem pintura e arquitetura, entre outras disciplinas. Incumbiu o conde da Barca, Antonio de Araújo de Azevedo, um apaixonado pela produção intelectual na França, e o marquês de Marialva, embaixador de Portugal em Paris, de selecionarem e contratarem os artistas que integrariam a Missão. Eles não tiveram problemas para reunir um time de primeira disposto a trocar a cidade de Paris pelo Rio de Janeiro. Faziam parte da
O clima imperial nos Trópicos, segundo Jean-Baptiste Debret
Missão, entre outros, os pintores Joachim Lebreton e Nicolas-Antoine Taunay e o arquiteto Grandjean de Montigny.

Ao todo, eram 46 pessoas, entre familiares e criados. Esses artistas tinham por tarefa instituir o ensino oficial das belas-artes no Rio de Janeiro – gravura, pintura, escultura e arquitetura –, mas foram hostilizados pelos artistas luso-brasileiros, o que retardou a fundação da Imperial Academia e Escola de Belas-Artes. Depois da chegada dos artistas da Missão Francesa, o Rio de Janeiro foi alçado a uma espécie de "Paris dos Trópicos" e deixou de ser apenas a capital de uma distante colônia para se tornar efetivamente a sede do governo.


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