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A câmara escura e a fixação da imagem

Os gregos, por volta do século IV, já utilizavam como base de desenhos a câmera escura – um engenho com três paredes revestidas de preto e uma branca. A parede em frente à branca tinha um pequeno orifício, através do qual os raios solares penetravam, projetando a imagem do mundo externo invertidamente. Esse invento foi sendo aprimorado ao longo dos séculos, com a inclusão de lentes e alterações no tamanho do orifício para controlar a qualidade da imagem. No século XVII, já era possível obter uma imagem controlável na câmera escura.
O novo desafio então era fixar essa imagem projetada, sem utilizar o desenhista. Essa possibilidade começou a ser levada a sério a partir do século XVIII, quando foram comprovadas as propriedades de sensibilização dos sais de prata à luz, já observadas por volta do início de 1600. Foi com base nesse conhecimento que Niépce e outros pioneiros da fotografia começaram a usar esses sais para tentar fixar as imagens sobre algum tipo de suporte. E conseguiram.
 
Você sabia?
Em 1727, o anatomista alemão Johann Heinrich Schulze demonstrou que os sais de prata escureciam quando expostos à luz. Schulze não via muita utilidade prática para sua invenção na época, mas afirmou que sua descoberta ainda teria muitas aplicações. Boa profecia. Em 1777, outra descoberta fundamental para a fotografia foi o uso do amoníaco como fixador, isto é, como um meio de evitar que as partes cobertas com sais de prata e não expostas à luz se escurecessem também, fazendo com que a imagem desaparecesse.


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