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A primeira máquina fotográfica

Louis-Jacques Daguerre. Este
daguerreótipo de 1844 foi produzido por Jean-Baptiste Sabatier-Blot
Apesar de Niépce ter apresentado as primeiras imagens, o título de 'inventor da fotografia' ficou com seu colega francês Louis-Jacques Daguerre (1787-1851), com quem trabalhou de 1829 a 1833. Em 7 de janeiro de 1839, Daguerre apresentou na Academia Francesa de Ciência, em Paris, sua invenção - o daguerreótipo. Esse aparelho consistia em uma caixa preta, na qual era colocada uma chapa de cobre prateada e polida que, submetida a vapores de iodo, formava sobre si uma camada de iodeto de prata. Essa placa era exposta à luz dentro de uma câmara escura por 4 a 10 minutos. Depois, era revelada em vapor de mercúrio aquecido, que aderia ao material nas partes onde ele havia sido sensibilizado pela luz, formando a imagem.
 
 
Daguerreotipia

O processo todo, chamado de daguerreotipia, foi apresentado ao público no dia 19 de agosto de 1839. O grande lance de sorte de Daguerre foi a descoberta do mercúrio como revelador, o que reduziu o tempo de exposição à luz. As histórias contam que isso aconteceu por acaso. Daguerre teria guardado uma placa que tinha ficado pouco tempo exposta à luz em um armário no qual havia também um termômetro de mercúrio quebrado. No dia seguinte, ele notou que uma imagem visível havia se formado sobre a placa. Graças ao mercúrio, as áreas atingidas pela luz apareciam claras e brilhantes.
 

A daguerreotipia era um processo bastante rudimentar e não permitia que fossem feitas cópias. Uma vez pronta, a foto consistia numa chapa metálica, na qual ficava gravada a imagem. O equipamento era pesado e o processo, caro (os elementos químicos eram de difícil obtenção e as placas de cobre revestidas, caríssimas). Apesar das dificuldades, em pouco tempo o daguerreótipo espalhou-se pela França e a fotografia se tornou uma febre. 
 
 
 


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