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Da chapa ao rolo de filme

Você sabia?
O primeiro livro do mundo ilustrado com fotografia foi The pencil of Nature (O lápis da natureza), publicado por Talbot em 1844.
A chapa metálica começou a perder lugar com a invenção do papel fotográfico, mais leve e que permitia fazer várias cópias do mesmo negativo. Ele foi patenteado em 1841, na Inglaterra, por William Fox-Talbot (1800-1877), um nobre inglês que, além de ser escritor e membro do parlamento, era também cientista. Após várias tentativas, ele chegou ao papel fotográfico coberto por iodeto de prata (o que seria equivalente ao filme). Este era sensibilizado pela luz e, em seguida, revelado com ácido gálico, gerando uma imagem negativa.

Finalmente, as cópias positivas eram feitas por contato com papel banhado em cloreto de prata. Esse processo é muito semelhante ao que conhecemos hoje. 
 
Câmera escura utilizada por William
Fox-Talbot
Mas o antepassado do filme de hoje foi inventado só em 1884 pelo norte-americano George Eastman, fundador da Kodak. Os rolos de filmes fotográficos, aliado ao lançamento da primeira câmera fotográfica portátil, em 1888, são o ponto de partida para a popularização definitiva da fotografia. O slogan da campanha na época era: 'Você aperta o botão, nós fazemos o resto'.

As câmeras de hoje têm basicamente o mesmo funcionamento da câmera lançada por Eastman. O filme é colocado dentro da máquina fotográfica. Quando o botão da máquina é apertado, a luz natural atravessa o diafragma - dispositivo que, em conjunto com o obturador, controla o tamanho da abertura da entrada de luz e o tempo em que ela deve atravessar esse pequeno orifício (frações de segundos) - e chega ao filme, gerando imagens negativas.

Existem muitos tipos de filmes fotográficos coloridos e em preto e branco. Uns são mais sensíveis à luz e outros, menos. A sensibilidade de um filme é definida pelo índice de exposição ISO (International Organization for Standardization), em português, ASA. O filme mais comum é o de ASA 100, mais barato e utilizado para imagens externas, em dias ensolarados. Quanto maior a ASA, maior a sensibilidade do filme à luz. Por exemplo, para fotografar em ambientes fechados, sem iluminação natural, o melhor é utilizar filmes com ASA 400 ou 800. Existem filmes específicos para fotografar à luz do sol ou sob luzes de tungstênio e que são usados por fotógrafos de estúdios.
George Eastman segurando
a câmera Kodak, modelo número 2. Foto produzida por Frederick Church



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