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Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias.  

Delicado equilíbrio

Nas cadeias alimentares em geral, a população de cada espécie é limitada pela quantidade de alimento disponível. O aumento exagerado de uma população pode criar um desequilíbrio ecológico com sérios riscos para a natureza. Quando uma população cresce muito, os indivíduos começam a enfrentar uma competição mais intensa por alimento e por abrigo. Por outro lado, quando uma população qualquer começa a reduzir, podemos supor que algo não vai bem. O desequilíbrio de uma população – seja por causas naturais ou pela ação do homem – traz mudanças em todo o ecossistema. Vamos ver dois exemplos:

A população de piranhas
aumentou com a redução da população de jacarés
• Antes das leis que regulamentam a proteção da espécie, o jacaré do Pantanal passou por um período de intensa caça predatória. Com a diminuição da população de jacarés, mais piranhas sobreviveram, pois havia menos jacarés para se alimentarem delas. O crescimento da população de piranhas acabou trazendo problemas para os fazendeiros na hora de transportar o gado pelas regiões alagadas.

• Em Ilhabela, no litoral norte paulista, o que aconteceria se as autoridades da região espalhassem inseticida pelas praias, orlas das matas e riachos, para matar o grande número de borrachudos adultos, larvas e ovos? Além dos borrachudos, o inseticida reduziria drasticamente a população de camarões de água doce, predadores naturais dos ovos e larvas daqueles insetos. Assim, os poucos insetos sobreviventes continuariam a se reproduzir e se desenvolver livremente por não serem mais comidos pelos camarões. Com isso, a população de borrachudos voltaria a crescer atingindo um tamanho maior do que ao anterior à aplicação do veneno. O equilíbrio só seria recuperado depois que a população de camarões voltasse ao normal.
 


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