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Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias.  

A produção de ozônio

A energia ultravioleta do Sol é a principal responsável pelas criação e destruição naturais do ozônio. Esse processo ocorre na estratosfera, a camada da atmosfera que fica de 15 a 50 km de altitude. O constante bombardeio de raios ultravioleta na atmosfera decompõe moléculas de oxigênio (O2) em dois átomos de oxigênio (O2 = O + O), que se recombinam e formam moléculas de ozônio, com três átomos de oxigênio (O3). Ao mesmo tempo, ocorre o processo inverso – o rompimento das moléculas de ozônio –, e essas reações químicas naturais sempre foram capazes de manter estável a concentração desse gás na atmosfera.

A destruição do ozônio

O buraco na camada de ozônio (a área em azul mais escuro) já começa a aparecer também no Círculo Polar Ártico
O vilão da história são os gases, como o clorofluorcarbono (CFC) – também chamado freon –, fabricado como propelente de aerossóis e como refrigerante de aparelhos de ar condicionado, geladeiras, congeladores etc. Muito volátil, esse gás (cuja fórmula básica é CCl2F2) escapa e ganha altitude. Quando atinge a estratosfera, fica exposto à radiação ultravioleta do Sol, que rompe sua molécula.

Os átomos livres de cloro (Cl) reagem com as moléculas de ozônio (O3): pegam um dos átomos de oxigênio e formam monóxido de cloro (ClO), liberando oxigênio (O2). Uma molécula de CFC pode destruir até cem mil moléculas de ozônio, e elas demoram cerca de oito anos para chegar à estratosfera. Como as reações provocadas pelos CFCs são muito mais intensas do que a capacidade natural de produzir ozônio, forma-se o buraco na camada de ozônio.

O fim da degradação

Em 2010 a ONU fez um relatório intitulado “Avaliação Científica da Degradação da Camada de Ozônio 2010”, que trouxe ótimas notícias. Devido à redução até quase a zero dos gases CFC, a degradação da camada de ozônio foi paralisada, inclusive na região polar, onde há o crítico buraco. O que foi degradado ainda não está sendo reconstituído, mas a esperança é que antes mesmo do começo do próximo século a camada de ozônio estará inteira novamente e com sua espessura original.

Efeito estufa e o aquecimento global

O CFC também é um gás que agrava o efeito estufa e, consequentemente, o aquecimento global. Por ele ter sido o maior vilão da camada de ozônio nas últimas décadas, foi substituído por outros tipos de gases que não possuem o mesmo efeito nocivo ao ozônio, os hidrofluorcarbonos (HFC) e os hidroclorofluorcarbonos (HCFC). Porém, esta solução foi temporária, pois esses gases, mesmo em menor quantidade comparados ao CFC, também degradam a camada de ozônio. Além disso, eles são gases que agravam o efeito estufa, aumentando um problema em alta: o aquecimento global. A substituição foi prevista para ser apenas uma transição, e o Ministério do Meio Ambiente diz que o Brasil, até 2040, terá eliminado por completo o uso desses gases, diminuindo três problemas de uma vez: a degradação da camada de ozônio, a intensificação do efeito estufa e o consequente aquecimento global.



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