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Fumaça fatal

A fumaça do cigarro é uma mistura de gases e partículas. No total, são mais de 4.700 substâncias tóxicas. A parte gasosa contém monóxido de carbono (o mesmo gás que sai do escapamento de carros), amônia, que produz irritação nos olhos, nariz e garganta e outros compostos. Nicotina e alcatrão são as partículas que aparecem na fumaça que levam o fumante ao vício. Também existem cerca de 43 substâncias cancerígenas, como o arsênico, o cádmio, o chumbo, e materiais radioativos como o polônio 210. Com o tempo, essas substâncias podem desencadear mais de 20 tipos de doença, como câncer (de pulmão, traqueia, laringe, pâncreas, boca, lábio, rim, bexiga) e problemas cardiovasculares (hipertensão, infarto, arterosclerose, aneurisma) ou respiratórios (pneumonia, bronquite, enfisema pulmonar).


Pulmão destruído

Os pulmões são diretamente afetados pelo cigarro, uma vez que são uma das primeiras paradas da fumaça no organismo. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o tabagismo é o responsável direto por 90% das mortes por câncer de pulmão. Para entender os problemas causados pelo cigarro, é preciso saber antes como é o processo respiratório. Ele pode ser dividido em várias etapas, que ocorrem ao mesmo tempo e ininterruptamente:


1) Na inspiração, o ar inalado, rico em oxigênio e pobre em dióxido de carbono, viaja para dentro dos pulmões.

2) Dentro do pulmão, o oxigênio espalha-se pelos brônquios e bronquíolos até os alvéolos. É neles que ocorrem as trocas gasosas, ou seja, o gás carbônico (CO2) é trocado pelo oxigênio puro, passando através de finíssimos vasos capilares.

3) Em seguida, o sangue oxigenado (chamado de sangue arterial) é carregado para o coração e, então, via sistema circulatório, é distribuido para todos os órgãos do corpo, inclusive o cérebro.

4) A próxima etapa é a respiração celular: o oxigênio move-se do sangue para dentro de cada célula e o dióxido de carbono e outros resíduos gasosos são liberados das células para o sangue – que passa, agora, a ser chamado de venoso.

5) Finalmente, o sangue venoso é carregado de volta para os pulmões, onde o dióxido de carbono é exalado durante a expiração.

No ar inalado pelo fumante, a mistura gasosa que chega aos pulmões contém apenas 12% de oxigênio, em vez dos cerca de 20% normalmente presentes no ar. As várias substâncias tóxicas existentes na fumaça do cigarro aderem aos alvéolos pulmonares. Os problemas aparecem depois de alguns anos. Um deles é o enfisema pulmonar. Essa doença se caracteriza pelo endurecimento da parede dos alvéolos, prejudicando a oxigenação de todo o organismo. Os pulmões perdem a elasticidade e a facilidade de expulsar o ar rico em gás carbônico, causando forte desconforto, cansaço e falta de ar.

Veja o infográfico abaixo sobre os efeitos do cigarro no corpo humano.




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