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Dependência química

Plantação de tabaco
O prazer de fumar que todo fumante sente está associado à nicotina, a substância viciante do cigarro. Ela age no cérebro de forma semelhante à cocaína, ou seja, como um estimulante. Cerca de nove segundos após a tragada, a nicotina chega ao cérebro pela corrente sanguínea, acelerando a transmissão dos impulsos nervosos entre os neurônios. Estes liberam, então, substâncias neurotransmissoras (como a dopamina) que produzem uma sensação de euforia, aumento da vigília (falta de sono) e relaxamento. Os resultados gerais são aumento da frequência de batimentos cardíacos, da pressão arterial, da frequência respiratória e da atividade motora. Como outras drogas, a nicotina cria dependência fisiológica (quando o efeito passa, o organismo precisa de novas doses) e psicológica (desejo de fumar). A diferença é que os efeitos malignos do cigarro manifestam-se a longo prazo e não provocam reações tão fortes quanto à da cocaína, por exemplo.
 
Você sabia?
Há muitos casos de intoxicação por nicotina em pessoas que trabalham na colheita das folhas de tabaco. Náusea, vômito, palidez, dor de cabeça e sudorese são sintomas provocados pela absorção da nicotina pela pele. Também podem aparecer sintomas como dores abdominais, salivação excessiva e calafrios. Essa intoxicação é chamada de ‘doença do tabaco verde’ ou ‘doença da folha verde do tabaco’. Se o tabaco é ingerido, podem acontecer convulsões e parada respiratória. É por isso que a nicotina também é usada como inseticida.


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