Busca  
  Ciências Naturais   
Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias.  

Serpentes peçonhentas

No Brasil, são exemplos de serpentes não peçonhentas a jiboia, a sucuri e a boipeva. Entre as venenosas estão a coral, a cascavel, a jararaca e a surucucu. Para cada uma dessas, especificamente, o médico Vital Brasil desenvolveu, por volta de 1920, antídotos para combater os sintomas do veneno no organismo humano.

Fique ligado!
O orifício que fica entre a narina e os olhos chama-se fosseta loreal e serve para detectar a presença de calor. É por causa da fosseta loreal que as cobras peçonhentas podem caçar à noite.
 
 
Cobra coral

A única que foge à regra de classificação das serpentes peçonhentas é a cobra coral verdadeira. Ela não têm fosseta loreal, sua cauda não se diferencia do resto do corpo e sua dentição é diferente das outras peçonhentas. No entanto, elas são fáceis de identificar pelo desenho e pela coloração de suas escamas. Entre as corais verdadeiras, a cor dos anéis é branca (ou amarela), preta e vermelha, sendo que algumas espécies não apresentam os anéis vermelhos. Tanto as falsas quanto as verdadeiras corais gostam de se abrigar debaixo de troncos de árvores, folhas ou locais úmidos em todas as regiões do Brasil. Existem maneiras de diferenciar uma coral falsa de uma verdadeira – as verdadeiras possuem olho bem pequeno e o diâmetro da cabeça é quase igual ao do corpo todo. Porém, todo cuidado é pouco: falsa ou verdadeira, o bom sempre é manter distância.
 
 
Cascavel

Entre as cobras venenosas, não há dúvidas de que a mais famosa delas é a cascavel. A serpente se tornou conhecida por seu chocalho na cauda, que emite som toda vez que ela se sente ameaçada. As cascavéis são encontradas em áreas abertas e secas. São muito comuns também nas áreas de plantio. Em algumas regiões do país, ela é conhecida como boicininga e maracamboia.
 
Jararaca

As jararacas são encontradas em áreas úmidas, como as de mata. No entanto, existem muitas espécies diferentes de jararacas, e algumas delas habitam zonas de caatinga e cerrado. Existem inclusive jararacas de ilhas, como a jararaca ilhoa, que habita a Ilha da Queimada Grande e a jararaca de alcatraz, que vive na ilha de Alcatrazes. Entre outras espécies de jararacas estão a urutu, a jararacuçu e a caiçaca.
 
 
Surucucu

Assim como as jararacas, as surucucus também gostam de ambientes úmidos, sendo encontradas em áreas de floresta tropical densa como a da Mata Atlântica e a Amazônica. Popularmente, a surucucu é conhecida como pico-de-jaca. Ela recebeu este nome por causa de sua cauda eriçada parecida com a casca da jaca, fruta comum nas matas do Brasil. É a maior serpente peçonhenta que existe no Brasil, chegando a medir mais de três metros de comprimento.
 
Veja algumas expressões da Língua Portuguesa em que a palavra cobra parece:

• "O cara é cobra" – quer dizer que ele é muito bom no que faz.

• "Aquela pessoa é uma cobra", "é uma jararaca", "tem sangue de cobra" – são expressões usadas para dizer que ela "não é flor que se cheire" – enfim, uma pessoa má, dissimulada, falsa.

• "Este lugar é um ninho de cobra" – ou seja, o lugar é cheio de gente ruim.


Anterior Início Próxima