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Coração de dinossauro

Um estudo recente levantou a hipótese de que os dinossauros, ao contrário dos répteis, tinham sangue quente e metabolismo rápido. Isso significa que eles geravam o calor do próprio corpo, movimentavam-se rapidamente, eram muito ativos e resistiam bem a mudanças de temperatura, ao contrário de répteis como cobras e jacarés.

É essa a mais recente tese dos paleontólogos norte-americanos que estudaram o resultado de uma tomografia computadorizada (exame capaz de captar imagens tridimensionais do interior de órgãos) feita no coração fossilizado de um tescelossauro de 66 milhões de anos.

O tescelossauro – dinossauro herbívoro de cerca de 4,5 metros de comprimento – tinha um coração de quatro câmaras, como o dos mamíferos e aves atuais, o que permitia uma oxigenação muito maior do sangue. Ao contrário, os répteis possuem um coração de três ou quatro câmaras com comunicação parcial. Essa prova derruba a teoria anterior de que todos os dinossauros eram animais lentos e de sangue frio.

Muito provavelmente não ficavam parados ao Sol para se aquecer nem tinham apenas poucos momentos de atividade intensa, como as cobras e os jacarés quando dão o bote para apanhar uma presa. Eles deviam estar sempre em atividade e comiam bastante para gerar mais energia, como nós, seres humanos. Apesar de esta teoria fazer muito sentido, ainda existem cientistas que defendem que os dinossauros eram como os répteis que conhecemos hoje: precisavam regular sua temperatura corporal. 

Glossário
Metabolismo: processamento químico que o organismo faz dos alimentos para desenvolver e renovar as células, além de produzir energia.


Para saber mais
Dinossauros, Fernando Gewandsznajder, Ed. Ática, São Paulo, 1999.
A Vida Pré-Histórica, Josué Mendes, Melhoramentos, São Paulo, 1993.
 


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