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A hora da verdade

Além da falta de hábito, muitos conceitos errôneos afastam as pessoas da doação. Mulheres grávidas não podem doar, mas menstruadas, sim

Além da falta de hábito, o brasileiro muitas vezes deixa de doar por medo e desinformação.

Cuidados

Todas as pessoas saudáveis de 18 a 67 anos podem doar sangue: os homens a cada 60 e as mulheres a cada 90 dias. Mas, para garantir que o material não ofereça nenhum risco de contaminação, há critérios rígidos que excluem candidatos. A janela imunológica – período no qual a pessoa está infectada e transmite a doença, mas os testes não conseguem detectar a contaminação – é a principal causa de tantas exigências na escolha dos doadores. No caso da Aids, por exemplo, a janela imunológica é de 30 a 60 dias e, no da hepatite C, pode chegar a 70 dias. Por isso, qualquer comportamento que possa estar associado a essas doenças, como o uso de drogas injetáveis, elimina o candidato.

Condições necessárias para doar sangue:

  • Ter entre 18 e 60 anos de idade;
  • Pesar no mínimo 50 kg;
  • Estar em boas condições de saúde;
  • Ter dormido pelos menos 6 horas nas últimas 24 horas;
  • Não estar em jejum;
  • Ter aguardado duas horas após o almoço ou uma hora após o lanche;
  • Observar o prazo-limite entre duas doações: 60 dias para homens e 90 dias para a mulher.

Quem não pode doar temporariamente:

  • Pessoas com gripe ou febre (aguardar uma semana);
  • Mulheres grávidas;
  • Mulheres que tiveram filhos a menos de 90 dias, no caso de parto normal, ou 180 dias, no caso de cesárea.
  • Pessoas que fizeram tatuagem há menos de 12 meses;
  • Pessoas que realizaram tratamento com acupuntura nos últimos 12 meses (aguardar três dias, a não ser que o tratamento tenha sido feito em condições precárias; neste caso, esperar um ano).

Quem não pode doar definitivamente:

  • Quem contraiu doença de Chagas ou malária;
  • Quem teve hepatite até os 10 anos de idade;
  • Quem tem comportamento de risco para Aids.

Mitos

As campanhas de incentivo à doação espontânea de sangue quase sempre esbarram em mitos e crendices. Conheça alguns argumentos errados usados por quem ainda tem medo de doar:

  • Quem doa sangue uma vez tem que continuar doando pelo resto da vida.
  • Doar sangue vicia.
  • A doação periódica engrossa o sangue, entupindo as veias.
  • A retirada periódica de sangue faz o sangue afinar, provocando anemia.
  • A doação periódica de sangue engorda.
  • A doação periódica de sangue emagrece.
  • Mulheres menstruadas não podem doar sangue.
  • Os doadores correm risco de contaminação.

Verdades

O uso de materiais descartáveis impede qualquer contaminação
Os especialistas concordam: não existe risco ou consequências – boas ou más – na doação periódica de sangue. Para o organismo não faz diferença se a pessoa não doa sangue, doa apenas uma vez ou doa três vezes ao ano. Após cada doação, em poucos minutos o próprio organismo repõe a quantidade de sangue retirada. Mulheres menstruadas também podem doar, desde que não estejam com cólicas ou fluxo muito intenso. E atenção: o material usado na coleta do sangue deve ser totalmente descartável, o que elimina riscos de contaminação.

Fique ligado!

Apesar do grande investimento em pesquisa na área, ainda não existe um substituto para o sangue humano. Cientistas norte-americanos desenvolveram recentemente um tipo de sangue artificial, partindo de sangue bovino, mas restrito ao uso veterinário. Apesar de o sangue de boi ser muito parecido com o humano, ainda é necessário desenvolver mecanismos que permitam sua utilização em homens.
 
 


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