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LSD

Origem

Conhecido como "ácido", o LSD é um derivado do ácido lisérgico, a dietilamida do ácido lisérgico. O LSD foi produzido nos laboratórios de pesquisa da indústria farmacêutica Suíça Sandoz, em 1938, pelo químico suíço Albert Hoffman. Hoffman investigava substâncias produzidas por um tipo de bolor que atacava cereais como trigo e centeio, e que estavam associadas a uma estranha doença letal. Essas substâncias tinham em comum o fato de serem produzidas pelo bolor, a partir do ácido lisérgico.

Em 1943, Hoffman contaminou-se acidentalmente com uma solução de um dos derivados do ácido lisérgico, o LSD (do alemão lysergic säure diethylamide) e começou a ter alucinações e sensações de euforia. Na década de 1960, a patente industrial do LSD terminou e a droga passou a ser usada como parte do movimento de contracultura iniciado na época, o que provocou sua difusão como "experiência reveladora". Um dos mentores da sua propagação foi o ex-psiquiatra de Harvard, Timothy Leary.

O LSD foi parte do movimento de contracultura da década de 1960. Especula-se que ele foi 'homenageado' pelos Beatles com a canção Lucy in the Sky with Diamonds. Porém, John Lennon defendeu em vida que o título da canção tratava-se, na verdade, de um desenho que seu filho fez. A sigla seria uma simples coincidência.

Formas de consumo

A forma mais comum de consumo do LSD é via oral. O LSD é embebido em pedaços de papel poroso ou vendido em solução, pílulas e até micropontos, que são tabletes bem pequenos, parecidos com ponta de grafite.

Como age

O LSD é uma das substâncias psicotrópicas mais estudadas, porém sua ação ainda apresenta pontos bastante obscuros. O que se sabe é que o LSD possui estrutura semelhante ao neurotransmissor serotonina. O LSD se liga aos receptores de serotonina, aumentando sua concentração no espaço sináptico e alterando drasticamente seus efeitos.

Efeitos físicos

O LSD é a mais potente substância psicotrópica conhecida: em uma pessoa de 70 Kg, 0,02 mg de LSD é suficiente para produzir alterações. Porém, ao contrário de outras drogas, o LSD praticamente desaparece da corrente sanguínea em apenas 2 horas, sugerindo que os efeitos sejam resultado de processos em cadeia. O LSD tem poucos efeitos no resto do corpo. Normalmente causa dilatação das pupilas e sensação de calor, acompanhada de sudorese. Em alguns casos, há aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, a pessoa fica com a boca seca, tem náuseas e até convulsões. O uso prolongado da droga provoca danos permanentes ao cérebro.


Efeitos psíquicos

O LSD provoca distorções dos estímulos provenientes dos sentidos. Os principais deles são as alucinações visuais e sonoras e a sinestesia – mistura dos sentidos que causa sensações como ouvir cores e cheirar sons, por exemplo. Também pode causar delírios, diminuição da sensação de medo, ataques de pânico, psicose e, em casos raros, iniciar um ciclo maníaco-depressivo.


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